Ban Ki-moon pediu que os Estados-membros contribuam com mais mulheres policiais para servir nas operações de paz das Nações Unidas. De acordo com o secretário-geral, as policiais podem ajudar no contato com as comunidades locais e atuar no combate à violência contra a mulher.

Policiais mulheres da Missão de Estabilização da ONU no Haiti (MINUSTAH). Foto: ONU/Logan Abassi
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu nesta segunda-feira (7) que os Estados-membros contribuam com mais mulheres policiais, especialmente de língua francesa, para servir nas operações de paz das Nações Unidas.
“Elas podem facilitar o contato com as comunidades e atuar como modelos inspiradores para as mulheres locais”, disse na abertura da 5ª Assembleia Geral da Conferência Internacional de Kigali sobre o papel das forças de segurança no combate à violência contra a mulher, realizada em Argel, na Argélia.
Ele disse que o problema deplorável do envolvimento de policiais em casos de violência contra mulheres e meninas ocorre “muito frequentemente”, e que a ONU permanece firmemente comprometida com uma política de tolerância zero em relação à exploração sexual e abusos.
“Desde que me tornei secretário-geral quase uma década atrás, tenho sido um constante combatente contra a violência contra mulheres e meninas”, disse, completando que em 2008 ele lançou a campanha UNA-SE, cujo objetivo é incentivar o interesse público sobre o tema e ampliar a vontade política e os recursos para a prevenção e a erradicação de todas as formas de violência contra mulheres e meninas no mundo.
A polícia tem um papel essencial na luta contra o abuso, disse Ban, por trabalhar com suas contrapartes judiciais, investigar acusações, identificar supostos agressores, promover a transparência e garantir acesso a remédios para as vítimas.
A ONU realizará em junho uma cúpula de chefes de polícia, a UN Cops, que ocorrerá em Nova York, disse Ban, encorajando a participação no evento. A cúpula discutirá visões sobre como enfrentar os desafios da segurança.