Um mundo seguro do uso de armas nucleares é um mundo completamente livre delas, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, na terça-feira (26), Dia Internacional para a Total Eliminação de Armas Nucleares.
“Um mundo livre de armas nucleares é uma visão global que requer uma resposta global”, disse Guterres durante uma reunião de alto nível da Assembleia Geral em Nova Iorque para a ocasião da data.

Um teste nuclear atmosférico conduzida pelos Estados Unidos em Enewetak, Ilhas Marshall, em 1 de Novembro de 1952. Foto: Governo dos EUA
Um mundo seguro do uso de armas nucleares é um mundo completamente livre delas, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, na terça-feira (26), Dia Internacional para a Total Eliminação de Armas Nucleares.
“Um mundo livre de armas nucleares é uma visão global que requer uma resposta global”, disse Guterres durante uma reunião de alto nível da Assembleia Geral em Nova Iorque para a ocasião da data, observada anualmente em 26 de setembro.
Segundo Guterres, o objetivo de atingir um mundo livre de armas nucleares enfrenta inúmeros desafios, incluindo a série de provocações nucleares e testes de mísseis conduzidos recentemente pela Coreia do Norte.
.@AntonioGuterres participou de reunião na Assembleia Geral no Dia para a Total Eliminação de Armas Nucleares https://t.co/ETZWCAekU5 #UNGA pic.twitter.com/0bu4dLoFYP
— ONU Brasil (@ONUBrasil) 28 de setembro de 2017
Ele acrescentou que os Estados que possuem armas nucleares têm responsabilidade especial para liderar passos concretos nesse sentido, incluindo aqueles definidos por diversas conferências de revisão do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares.
Campanhas para modernizar as armas nucleares — combinadas com a ausência de reduções planejadas de arsenal para além do novo Tratado Estratégico de Redução de Armas (START) entre Rússia e Estados Unidos — dificultam verificar como o desarmamento pode progredir, disse Guterres, alertando contra afirmações equivocadas segundo as quais as condições de segurança prevalecentes não permitiriam iniciativas de desarmamento.
“É verdade que vivemos em circunstâncias desafiadoras, mas isso não pode ser desculpa para não cumprirmos nossa responsabilidade compartilhada de buscar uma sociedade internacional mais pacífica”, disse.
Desde a designação do dia internacional pela Assembleia Geral em 2013, o mundo testemunhou três testes nucleares.
Na semana passada, o Tratado para a Proibição das Armas Nucleares foi aberto para assinaturas. “Podemos viver em um mundo livre de armas nucleares contanto que acreditemos que isso seja possível. E contanto que queiramos trabalhar para que isso seja possível”, afirmou o presidente da Assembleia Geral da ONU, Miroslav Lajčák, também presente no evento.