Secretário-Geral da ONU pede que empresas reforcem medidas de segurança no trabalho

Ban Ki-moon acrescentou que é importante que consumidores sejam informados sobre impacto de produtos que adquirem. “Luta para melhorar as condições de trabalho está longe de ser vencida.”

Os líderes do Pacto Global se encontraram em Nova York. Foto: ONU/Rick Bajornas

Os líderes do Pacto Global se encontraram em Nova York. Foto: ONU/Rick Bajornas

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu na segunda-feira (6) aos membros do Pacto Global das Nações Unidas um engajamento maior para assegurar a segurança e a sustentabilidade nos ambientes de trabalho. A recomendação veio menos de um mês após cerca de 600 trabalhadores morrerem e milhares ficarem feridos em um acidente em uma fábrica no subúrbio de Daca, capital de Bangladesh.

“O Pacto Global já foi adotado por muitos e os números não param de crescer. O desafio agora é consolidar o movimento de sustentabilidade corporativa”, disse Ban no almoço do Conselho do Pacto Global da ONU, realizado em Nova York. “A luta para melhorar as condições de trabalho, incluindo os aspectos básicos de segurança, está longe de ser vencida”, acrescentou.

O Pacto é a maior iniciativa de responsabilidade corporativa do mundo, com cerca de 7 mil empresas participantes em mais de 130 países. Cada uma delas se compromete a adotar, apoiar e aprovar, dentro de sua esfera de influência, um conjunto de 10 princípios nas áreas de direitos humanos, normas de trabalho, meio ambiente e combate à corrupção.

Ban Ki-moon, que também preside o Conselho, observou que a Cúpula dos Líderes do Pacto Global, que será em setembro, vai revelar uma nova arquitetura global para ampliar a sustentabilidade empresarial e alinhar os negócios com as prioridades da ONU, em particular as oito metas de combate à pobreza conhecidas como os Objetivos do Milênio (ODM).

Segundo o Secretário-Geral da ONU, o objetivo é fornecer uma estrutura para que as empresas contribuam com as principais questões globais, tais como o clima, a energia, a água, a comida, o fortalecimento das mulheres, os direitos das crianças, o trabalho decente e educação.

“Muitas empresas ainda estão dispostas a sacrificar os direitos e a segurança dos trabalhadores visando o lucro”, acrescentou. “Os consumidores também precisam ser educados sobre o impacto social e ambiental dos produtos que compram.”