Durante visita a um centro de recepção para refugiados em Roma, Ban Ki-moon destacou que a crise das pessoas deslocadas não pode se reduzir a estatísticas: “É uma crise de solidariedade global”.

Secretário-geral Ban Ki-moon conheceu crianças refugiadas no centro Tenda Di Abramo, em Roma, na Itália. Foto: ONU / Rick Bajornas
Em visita a um centro de recepção de refugiados em Roma, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu aos países europeus que mostrem solidariedade e compaixão pela situação das pessoas deslocadas. Durante passagem pela capital italiana, no sábado (17), o dirigente da ONU convocou a comunidade global a atender às necessidades básicas daqueles que foram forçados a abandonar seus países de origem.
No centro, o secretário-geral conheceu cerca de 50 crianças, além de famílias inteiras de refugiados. O chefe da ONU reconheceu os desafios enfrentados pelas nações europeias que acolhem as populações deslocadas, mas destacou que a crise não pode ser reduzida a números e estatísticas. “Se existe uma crise, é uma crise de solidariedade global”, afirmou.
Ban Ki-moon destacou a importância de oferecer serviços básicos como educação e saneamento. O secretário lembrou que ele mesmo já foi um refugiado, há 65 anos, quando era criança e teve que fugir da Guerra da Coreia. “Naquela época, eu não sabia do que se tratava a política. Eu só sabia que estava com fome e precisava de algo para comer”, contou.
O líder das Nações Unidas retomou ainda o apelo do Papa Francisco à Assembleia Geral da ONU, no mês passado. “Façam com os outros o que vocês gostariam que eles fizessem para vocês”, citou. Para Ban Ki-moon, a recomendação do pontífice é adequada e inspiradora para o momento atual e deve servir de orientação para os líderes mundiais.