Secretário-geral da ONU propõe mudanças para otimizar forças de paz

Agenda visa a acelerar mediação de conflitos e eliminar a exploração e abuso sexual. Representante da ONU convida Estados-membros a se unirem nesse objetivo.

A integrante da força de paz na Libéria, Dora Doroye, lidera uma sessão informativa após uma patrulha. Foto: UNMIL Photo/Christopher Herwig,

A integrante da força de paz na Libéria, Dora Doroye, lidera uma sessão informativa após uma patrulha. Foto: UNMIL Photo/Christopher Herwig,

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, apresentou nesta sexta-feira (11) o relatório “O Futuro das Operações de Paz das Nações Unidas”. O documento propõe três mudanças fundamentais nas operações de paz da Organização para adaptá-las à realidade atual. As alterações propostas têm como base as recomendações do Painel Independente de Alto Nível sobre Operações de Paz da ONU, feito em outubro de 2014.

O relatório contém um plano de ação detalhado para cada mudança proposta, que permite sua operacionalização imediata. A agenda inclui priorizar a prevenção e mediação de conflitos de forma a quebrar o ciclo de resposta tardio e dispendioso; propõe à otimização das operações de paz para torná-las mais ágeis, receptivas e com melhores prestações de conta tanto com os países envolvidos e as pessoas vítimas do conflito; e, por fim, cita a implementação de um quadro global-regional capaz de responder aos desafios à paz e segurança, começando com um reforço da parceria entre a ONU e a União Africana.

“Decisivamente, não podemos continuar a ser uma fonte adicional de sofrimento”, afirmou Ban. “Meu relatório sublinha, portanto, mais de uma dúzia de novas medidas que estou tomando para livrar as Nações Unidas da hedionda exploração e abuso sexual.”

O secretário-geral da ONU acrescentou, porém, que a natureza das operações da paz não mudarão.

“Nosso trabalho é apoiar a resolução negociada dos conflitos e proteger civis, ajudando para que avancem em seus direitos à segurança, justiça e desenvolvimento. É essencial que sejamos confiáveis e receptivos às necessidades das pessoas”, complementou Ban Ki-moon na declaração sobre sua publicação.