“A violência contra professores mina a confiança nos sistemas de ensino, traumatiza os alunos e desencoraja os pais a mandar as crianças para a escola”, disse Ban Ki-moon.

Crianças em idade escolar frequentam aulas na Escola Modelo Noor em Shamshatoo, no Paquistão. Foto: IRIN/Sumaira Jajja
O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou na última quinta-feira (28) a recente onda de ataques fatais a professores no Paquistão, expressando grande preocupação com a “tendência de crescimento da violência contra educadores de todo o mundo”.
“A violência contra professores mina a confiança nos sistemas de ensino, traumatiza os alunos e desencoraja os pais a mandar as crianças para a escola”, disse um comunicado divulgado pelo porta-voz de Ban Ki-moon.
“Os ataques a professoras são particularmente hediondos, porque afetam desproporcionalmente as alunas para as quais elas servem como modelos”, acrescentou.
A condenação de Ban Ki-moon vem após a morte de Shahnaz Nazli, uma professora de 41 anos assassinada por pistoleiros ainda não identificados em uma moto na cidade de Shahkas. De acordo com relatos da mídia, nenhum grupo assumiu até agora a responsabilidade pelo ataque.
A morte de Nazli vem na sequência do assassinato de cinco professores em janeiro perto da cidade de Swabi, na volátil província de Khyber Pakhtunkhwa, localizado no norte do país, perto da fronteira afegã.
Em seu comunicado, Ban Ki-moon apelou para que as escolas sejam respeitadas como “seguros e protegidos espaços de aprendizagem” e pediu que as autoridades locais e nacionais de todo o mundo “redobrem os seus esforços para garantir a segurança neste espaço”, garantindo que os perpetradores de violência contra professores sejam levados à justiça.
“A comunidade internacional deve trabalhar em conjunto para prevenir as violações do direito à educação”, concluiu o comunicado.