Secretário-geral da ONU responde pergunta de internauta brasileira sobre mudança climática

Ban Ki-moon afirmou não ser possível reverter as alterações climáticas; porém, o processo pode ser desacelerado e ter seus impactos limitados, desde que as providências apropriadas sejam imediatas.

Ban Ki-moon afirmou não ser possível reverter as alterações climáticas; porém, o processo pode ser desacelerado e ter seus impactos limitados, desde que as providências apropriadas sejam imediatas.

Às vésperas da Cúpula do Clima das Nações Unidas – que começa nesta terça-feira (23) –, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, respondeu às perguntas de três internautas sobre as mudanças climáticas que atingem o planeta.

Em meio a mensagens de diversos países, Luciana Bernardes, do Rio de Janeiro, teve a chance de representar o Brasil no debate global – ao lado de representantes da China e dos Estados Unidos – com a pergunta: “Ainda podemos reverter as mudanças climáticas?”.

O secretário-geral das Nações Unidas afirmou que, infelizmente, não é possível reverter completamente as alterações climáticas no planeta. Porém, o processo pode ser desacelerado e ter seus impactos limitados, desde que as providências apropriadas – como a utilização de energia renovável e a redução do desmatamento – sejam imediatas. Ban estimulou também a consciência individual através de ações cotidianas, como desligar as luzes e o ar-condicionado, dar preferência às bicicletas e não utilizar sacolas plásticas.

Luciana é engenheira de materiais e enviou sua pergunta ao secretário-geral porque ficou interessada na oportunidade de se envolver em uma discussão global através das Nações Unidas. Para a brasileira, o tema das mudanças climáticas é de grande importância, uma vez que não se limita às fronteiras nacionais. Ela sabe que as atitudes de um só país podem causar efeitos em outros lugares e, por isso, entende a complexidade da questão para o mundo inteiro.

Secretário-geral da ONU divulga a campanha, em português, da Cúpula do Clima. Foto: ONU/DPI

Secretário-geral da ONU divulga a campanha, em português, da Cúpula do Clima. Foto: ONU/DPI

Quanto à situação do Brasil nesse panorama, Luciana acredita ser essencial o crescimento da consciência ambiental no país. “Fiquei muito feliz [de ter representado o Brasil] e, por ser brasileira, sei da responsabilidade que devemos ter com a preservação da Amazônia, só para citar um bioma”, disse em entrevista ao Centro de Informação da ONU para o Brasil (UNIC Rio).

“Nesse momento, precisamos de políticas públicas eficazes para a preservação do meio ambiente e, como cidadãos, precisamos fazer pressão junto aos nossos governantes para que isso aconteça”, acrescentou Luciana.

A internauta afirmou ainda que procura tomar atitudes responsáveis com a causa do meio ambiente em seu dia a dia. Além de ter implementado a reciclagem do lixo em sua casa, evita desperdiçar água e energia e tem usado o transporte público com mais regularidade do que antes. Ainda assim, pretende incorporar novos hábitos que contribuam para a redução do impacto sobre o planeta, principalmente em iniciativas integradas à sua comunidade.

As práticas individuais já são o modo de começar a contribuir à causa ambiental para Luciana, que diz ter o objetivo de atuar como multiplicadora do estilo de vida sustentável junto às pessoas ao seu redor.

Ela pretende continuar a acompanhar o debate promovido pelas Nações Unidas, agora por meio dos compromissos anunciados pelos governantes da comunidade internacional na Cúpula do Clima de 2014.

Acompanhe a Cúpula do Clima, ao vivo, em www.onu.org.br/webcast e saiba mais em http://bit.ly/clima-2014