Secretário-geral da ONU: tufão nas Filipinas é alerta para combater mudanças climáticas

Número de afetados pelo tufão nas Filipinas pode chegar a 13 milhões de pessoas, incluindo mais de 4 milhões de deslocados e 2,5 milhões de necessitados de assistência alimentar.

Sobreviventes improvisam um abrigo com uma tenda da Agência da ONU para Refugiados. Foto: ACNUR/R.Rocamora

O tufão Haiyan, que devastou as Filipinas há uma semana, é um alerta para que a comunidade internacional acelere os esforços para combater as mudanças climáticas, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, nesta segunda-feira (18) em uma coletiva de imprensa conjunta com o presidente da Lituânia, Dalia Grybauskaite, em Vilnius, durante sua visita ao país.

“O mundo inteiro agora sabe que as mudanças climáticas estão acontecendo e se aproximando muito mais rápido do que poderíamos imaginar”, afirmou o secretário-geral, lembrando que as estimativas mais recentes revelam que o número total de pessoas afetadas pelo tufão pode chegar a 13 milhões, incluindo mais de 4 milhões de deslocadas e 2,5 milhões precisando de assistência alimentar.

Ban, que após a visita à Lituânia participará da Conferência sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas em Varsóvia (Polônia), disse que se reunirá com diversos líderes mundiais e pedirá que eles mobilizem todos os meios necessários para que os países em desenvolvimento sejam capazes de mitigar e se adaptar à mudança.

Os esforços para ajudar a população filipina que foi drasticamente afetada pelo tufão continuam. O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) informou que mesmo com muitos detritos sendo retirados e com os serviços públicos sendo restaurados, os afetados ainda sofrem com quedas de energia e a falta de combustível.

Na semana passada, a ONU e seus parceiros lançaram um apelo de 301 milhões dólares para fornecer assistência humanitária para as vítimas do tufão. Até este sábado (16), somente 26% desse apelo tinha sido financiado.