Ban Ki-moon chamou a atenção, nesta segunda-feira (7), em discurso durante uma conferência internacional em Washington, para o que descreveu como o “escândalo” das mulheres que morrem no parto. Ban afirmou que até mesmo simples procedimentos clínicos, como salas de parto limpas e a presença de parteiras treinadas, poderiam reduzir consideravelmente as mortes relacionadas à gravidez.
O Secretário-Geral das Nações Unidas Ban Ki-moon chamou a atenção, nesta segunda-feira (7), em discurso durante uma conferência internacional em Washington (EUA), para o que descreveu como o “escândalo” das mulheres que morrem no parto. Ban afirmou que até mesmo alguns simples procedimentos clínicos, como salas de parto limpas e a presença de parteiras treinadas, poderiam reduzir consideravelmente as mortes relacionadas à gravidez.
“Alguns simples exames de sangue, consultas com um médico e ajuda qualificada no parto podem fazer uma diferença enorme”, declarou o Secretário-Geral, que falou sobre soluções para os problemas que afetam mulheres e meninas em todo o mundo. “Adicione alguns antibióticos, transfusões de sangue e uma sala de operações segura e o risco de morte pode ser praticamente eliminado”, disse aos delegados presentes na reunião “Women Deliver”, que começou nesta segunda-feira (07) e segue até a quarta-feira (09).
Ban afirmou que as mulheres são a “cola que une nossas sociedades e nações” e “fazem o mundo trabalhar”. “Nenhuma mulher deve ter que pagar com sua vida, para dar a vida”. Ressaltando a importância das parcerias globais para melhorar a vida das mulheres e meninas, ele disse que a ONU se compromete a ajudar os governos nessa questão.
O novo Plano de Ação Conjunto das Nações Unidas pretende acelerar o progresso na saúde de mulheres e crianças, a fim de alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), as metas globais contra a pobreza que líderes mundiais planejam atingir até 2015. “Investir nas mulheres é uma das melhores coisas que podemos fazer por essa geração e para as futuras. Trabalhando juntos, queremos fazer de 2010 um marco para a saúde da mulher”, afirmou o Secretário-Geral.
Ele destacou também que os esforços para melhorar esses problemas de saúde não serão bem-sucedidos se não forem acompanhados por um trabalho para acabar com a discriminação entre os gêneros, uma das prioridades da ONU. “Primeiro, estamos trabalhando para combater a epidemia global de violência contra a mulher. Elas nunca poderão participar totalmente da sociedade se viverem com medo. Medo do estupro como uma arma de guerra, medo da violência doméstica, medo de serem vítimas do tráfico sexual”.
A conferência de três dias em Washington, nos EUA, é o maior evento já realizado sobre saúde materna. Segundo os organizadores, conta com 140 países e 3.500 participantes ao todo.