Secretário-geral e Conselho de Segurança da ONU condenam brutal assassinato de piloto jordaniano

Para os membros do Conselho de Segurança os crimes do ISIL demonstram que o terrorismo é um flagelo que impacta toda a humanidade e pessoas de todas as regiões e religiões. Os membros do Conselho declaram também que o ISIL devem ser derrotado e a intolerância, a violência e o ódio que defende deve ser erradicados.

Conselho de Segurança debate a cooperação internacional para combater o terrorismo e o extremismo. Foto: ONU/Devra Berkowitz

Conselho de Segurança da ONU. Foto: ONU/Devra Berkowitz

Pela segunda vez em poucos dias, o secretário-geral Ban Ki-moon e ao Conselho de Segurança das Nações Unidas condenaram o assassinato brutal de um civil pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL), lamentando o assassinato piloto jordaniano, Mu’ath Al-Kasasbeh, que de acordo com um vídeo divulgado pela imprensa, foi executado sendo queimado vivo. Este último crime acontece logo após a decapitação, sábado (31), de um jornalista japonês,também realizada pelo ISIL.

Ban disse, nesta terça-feira (03), que seus pensamentos estão com a família e entes queridos de Al-Kasasbeh e acrescentou que é totalmente solidário com o governo e o povo da Jordânia em denunciar este ato terrível. O chefe da ONU exortou todos os governos a fortalecer seus esforços para combater o flagelo do terrorismo e do extremismo, no âmbito das suas obrigações de direitos humanos. Grupos como ISIL não têm “nenhum respeito pela vida humana”, disse.

Já o Conselho de Segurança afirmou que este “assassinato hediondo e covarde … mais uma vez demonstra a brutalidade do ISIL, que é responsável por crimes e abusos contra milhares de pessoas de todos os credos, etnias e nacionalidades, sem levar em conta qualquer valor básico de humanidade.”

“Os membros do Conselho de Segurança acreditam que os crimes do ISIL demonstram que o terrorismo é um flagelo que impacta toda a humanidade e pessoas de todas as regiões e religiões”, afirma a declaração do organismo da ONU. Os membros do Conselho declaram também que o ISIL deve ser derrotado e a intolerância, a violência e o ódio que defende devem ser erradicados.