Secretário-Geral e Enviado Especial da ONU para Síria pedem papel central do povo na mediação

Secretário-Geral, Ban Ki-moon, pede que a solução na Síria respeite diferenças religiosas, étnicas e políticas. Kofi Annan quer “voz poderosa” da comunidade internacional.

O Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, e o Enviado Especial da Missão Conjunta da Liga Árabe e da ONU para a Síria, e ex-Secretário-Geral da ONU, Kofi Annan, pediram na quarta-feira (29/02) que a população síria seja o ator principal nas mediações do conflito que assola do país.

Annan acredita que o povo sírio precisa ter suas aspirações respeitadas na estabilização do país e  Ban pede uma solução para crise que ofereça “a todo o povo sírio, independente de religião, etnia ou afiliação política, um futuro com segurança, dignidade e liberdade”, referindo-se a possíveis divisões étnicas-religiosas entre sunitas, xiitas, alauitas e cristãos no país.

Os dois se reuniram na Sede da ONU em Nova York para discutir como o Enviado à Síria pode ajudar o país árabe a acabar com a violência e encontrar uma solução política pacífica. Apesar de reconhecer a importância de uma solução nacional aos conflitos,  Annan acredita que a  comunidade internacional deve ter uma “voz poderosa” e impeça as partes no conflito de colocar os  mediadores uns contra os outros.

“A primeira coisa que precisamos fazer, como o Secretário-Geral disse, é fazer todo o possível para acabar com a violência e as mortes,  fazer com que a ajuda humanitária chegue a todos aqueles que precisam e garantir que os necessitados sejam atendidos”, defendeu Annan.

“Não há uma missão mais urgente para a comunidade internacional do que terminar com a matança (na Síria) imediatamente”, completou Ban.

Após os encontros em Nova York nessa semana,  Annan parte para o Cairo, Egito, para se reunir com o Secretário-Geral da Liga Árabe, Nabil El-Araby.