Nova Missão será conhecida como Missão das Nações Unidas de Establização na República Democrática do Congo e permanecerá no país até o 30 de junho de 2011.
Refletindo sobre os avanços feitos pela República Democrática do Congo (RDC) na última década, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, declarou que as Forças de Paz da ONU no país entram em um novo capítulo. Desde o dia primeiro de julho, a Missão será conhecida como Missão das Nações Unidas de Establização na República Democrática do Congo (MONUSCO) e permanecerá no país até o dia 30 de junho de 2011. Ban também prestou homenagem ao compromisso demonstrado pelos capacetes azuis para levar paz à região.
No mês passado, o Conselho de Segurança aprovou uma resolução que autoriza a retirada de 2 mil militares da ONU de uma área onde a segurança tem melhorado o suficiente para permitir sua saída. A força total da missão conta com 19.815 membros efetivos. “A ênfase da nova fase da Missão é a estabilização e a consolidação da paz”, disse o Secretário-Geral na capital do país, Kinshasa. Ban afirmou que a ONU continuará trabalhando com a RDC para guiar a retirada progressiva das forças de paz de forma que não sejam comprometidos os ganhos que o país conseguiu até agora. Ele pediu o fim da violência sexual, segundo ele a “mais grave negação dos direitos humanos”.
Ban Ki-moon reconheceu a dedicação das forças de paz que tem servido no país, homenageando os 157 homens e mulheres que perderam suas vidas pela causa. “Honremos suas memórias assegurando que juntos podemos construir a estabilidade que o país precisa para consolidar seu grande potencial”.
O Secretário-Geral destacou que a saúde de um país pode ser medida por sua “vontade e capacidade de cumprir seus compromissos com os direitos humanos”, ressaltando a importância dos Estados proverem as condições necessárias para permitir que os defensores dos direitos e jornalistas realizem seu trabalho sem impedimentos. Ban Ki-moon prometeu aos representantes da sociedade civil da RDC que “as Nações Unidas permanecerão do seu lado. Nossa prioridade é ver a África alcançar seu potencial”.