Líderes da região africana dos Grandes Lagos emitiram um comunicado conjunto pedindo a deposição imediata das armas ao M23, após conferência em Kampala, capital de Uganda.
O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, saudou ontem (25) o resultado da Cúpula Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos, realizada no sábado (24) na capital de Uganda, Kampala, com a presença de vários chefes de Estado africanos. Nela, os Presidentes da República Democrática do Congo (RDC), Joseph Kabila Kabange, de Ruanda, Paul Kagame, e de Uganda, Yoweri Kaguta Museveni, emitiram um comunicado instando o Movimento 23 de março (M23) a um cessar-fogo imediato no leste da RDC.
“O Secretário-Geral pede ao M23 que deponha imediatamente as armas, de acordo com os acordos alcançados em Kampala, e cumpra com a retirada imediata de suas forças de Goma”, afirmou o Porta-voz de Ban.
Os combatentes do M23 – um grupo rebelde composto por soldados que se amotinaram do exército nacional RDC em abril – ocupam Goma, a capital da província de Kivu do Norte desde terça-feira, após uma onda de ataques na semana passada. A luta continua e relatos indicam que os rebeldes atingiram agora a cidade de Sake, que fica a 20 quilômetros a oeste de Goma. Desde o início dos confrontos entre o M23 e o exército, 60 mil congoleses já tiveram que deixar suas casas.
Na mensagem, o chefe da ONU também incentiva as partes a construir um diálogo entre os líderes da região dos Grandes Lagos para enfrentar as causas fundamentais do conflito e reitera seu compromisso de apoiar estes esforços e sua determinação em assegurar que a presença da ONU na RDC seja ajustada “para responder aos desafios em evolução”.
Atualmente, a Missão de Estabilização da ONU na RDC (MONUSCO) conta com cerca de 1.500 “capacetes azuis” em Goma, e outros 10.700 nas províncias de Kivu do Norte e do Sul.