Secretário-Geral pede a grupos palestinos que se comprometam com a solução de dois Estados

No mesmo dia (04/05) em que os partidos políticos palestinos Hamas e Fatah assinaram um acordo de unidade no Cairo (Egito), o Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu a ambos que se comprometam com os princípios do Mapa da Paz, que busca uma solução de dois Estados – Israel e Palestina – coexistindo de forma pacífica e segura.

Secretário-Geral pede a grupos palestinos que se comprometam com a solução de dois EstadosNo mesmo dia (04/05) em que os partidos políticos palestinos Hamas e Fatah assinaram um acordo de unidade no Cairo (Egito), o Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu a ambos que se comprometam com os princípios do Mapa da Paz, que busca uma solução de dois Estados – Israel e Palestina – coexistindo de forma pacífica e segura.

Ban apoiou estes esforços e também elogiou trabalho de mediação desenvolvido pelo Egito e pelo Presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, neste sentido. O Secretário-Geral disse também que espera que a união seja feita no âmbito das posições do Quarteto para o Oriente Médio, e dos compromissos da Organização para a Libertação da Palestina e da Iniciativa Árabe de Paz.

O Coordenador Especial da ONU para o Processo de Paz no Oriente Médio, Robert Serry, foi enviado para Cairo (Egito) onde o acordo foi assinado. Ele relatou que a reconciliação entre os dois principais grupos palestinos é essencial para a conquista da solução de dois Estados.

As negociações entre israelenses e palestinos estão interrompidas desde setembro, após a recusa de Israel de estender a suspensão das atividades de assentamento no território palestino ocupado. A decisão levou Mahmoud Abbas a abandonar as conversas com o Primeiro-Ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

Relatório mostra impacto das atividades de assentamento nas crianças palestinas

Nesta terça-feira (03) o Relator Especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU sobre os Territórios Palestinos, Richard Falk, emitiu um relatório ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, alertando para a gravidade da situação das crianças palestinas devido à ocupação israelense, afirmando que elas continuam sendo submetidas a ataques, abusos e prisões.

Falk observou que políticas como expansão dos assentamentos, demolição de casas e deslocamento forçado de famílias têm um grande impacto nas crianças palestinas, notando também que muitas delas têm sido presas, detidas e abusadas arbitrariamente. Ele disse também que as crianças palestinas continuam privadas do seu direito à educação, citando números que indicam uma carência de 40 mil salas de aula no início do ano escolar de 2010-2011, além das dificuldades em obter permissões para a construção de novas escolas.

O Relator Especial pediu à comunidade internacional que “não poupe esforços para convencer Israel a cumprir com suas obrigações” e suspender as atividades de assentamento ilegais e prolongadas, e que respeite o direito à autodeterminação do povo palestino. Ele afirmou ainda que os autores das violações contra as crianças palestinas devem ser responsabilizados.