A chefe da agência da ONU destinada a defender a liberdade de imprensa deplorou o recente ataque que matou um fotógrafo e feriu seriamente outro em Ciudad Juarez, no estado mexicano de Chihuahua, destacando que os profissionais da mídia devem trabalhar em segurança
A chefe da agência da ONU destinada a defender a liberdade de imprensa deplorou o recente ataque que matou um fotógrafo e feriu seriamente outro em Ciudad Juarez, no estado mexicano de Chihuahua, destacando que os profissionais da mídia devem trabalhar em segurança.
“Os jornalistas e profissionais dos meios de comunicação já pagaram um preço muito alto nessa região”, disse a Diretora-Geral da Organização da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova. Luis Carlos Santiago Orozco, de 21 anos, foi morto e Carlos Manuel Sanchez Colunga,de 18 anos, ficou gravemente ferido após ser baleado por homens armados não identificados no ataque de 16 de setembro, que ocorreu nas proximidades do shopping Rio Grande em Ciudad Juarez.
Bokova fez um pedido pelo fim violência numa carta aberta na primeira página do El Diário, jornal para o qual os dois fotógrafos trabalhavam. “É vital que os jornalistas possam trabalhar com segurança, sem temer por suas vidas, para que a sociedade mexicana possa desfrutar do direito básico da liberdade de expressão”, afirmou.
Segundo a organização não-governamental Jornalistas sem Fronteiras, o jornal não tinha recebido ameaças e as duas vítimas não estavam envolvidas em reportagens investigativas. De acordo com um comunicado da UNESCO, “A operação foi uma resolução típica de um cartel de drogas”. Jornalistas Sem Fronteiras informa que 68 profissionais de mídia foram mortos desde 2008 no México e 11 foram declarados desaparecidos desde 2003.