Os deslocados não têm acesso a água, saneamento adequado e segurança. Eles também estão expostos a problemas de saúde, devido à superlotação nos centros de acolhimento.

Ainda existem milhares de filipinos precisando de ajuda. Foto: OCHA/Jennifer Bose
Cerca de 64 mil pessoas deslocadas internamente no sul das Filipinas ainda vivem em centros de evacuação, locais de transição e comunidades de acolhimento, seis meses após os conflitos entre os rebeldes da Frente Moro de Libertação Nacional e as forças armadas do país.
“Há necessidade urgente de encontrar soluções para abrigar essas pessoas”, disse o porta-voz do Escritório da ONU de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), Jens Laerke, em Genebra (Suíça) nesta sexta-feira (4). Citando o Departamento de Assistência e Desenvolvimento Social das Filipinas, Laerke informou também que os deslocados não têm acesso a água, saneamento adequado e segurança.
Há problemas sérios de saúde como infecções respiratórias agudas, diarreia e doenças de pele, devido à superlotação nos dois maiores centros de hospedagem, onde vivem cerca de 20 mil deslocados internos. Além disso, a distribuição de alimentos para a região — realizada pela ONU e parceiros humanitários — terminou em dezembro de 2013.
Em setembro de 2013, mais de 100 mil pessoas ficaram deslocadas pelos combates e mais de cem pessoas morreram como resultado dos conflitos entre as forças governamentais e os rebeldes do movimento independentista.