Nos últimos dez anos, Brasil recebeu 15 visitas destes relatores, com duas atualmente no país. Trinta países, no entanto, nunca aceitaram a visita de qualquer um dos especialistas da ONU.

Cerca de 30 países nunca aceitaram a visita de qualquer um dos especialistas da ONU. Na imagem, ex-crianças-soldados desenham em um centro do UNICEF na República Centro-Africana. Foto: UNICEF/Brian Sokol
Os relatores independentes do Conselho dos Direitos Humanos da ONU – que compõem o maior grupo de peritos no assunto dentro do Sistema das Nações Unidas – pediu aos governos do mundo que cooperem e permitam que as organizações de direitos humanos e pessoas comuns a se envolvam com a missão da ONU, “sem medo de intimidação ou represálias”.
O apelo foi realizado pelos 72 especialistas nesta terça-feira (10) – Dia dos Direitos Humanos – que têm como missão relatar e aconselhar sobre situações específicas de cada país relacionadas com os direitos humanos.
“Durante os últimos anos, mais de 160 Estados-membros das Nações Unidas foram visitados por pelo menos um dos nossos especialistas em direitos humanos e mais de 100 mantêm um convite em aberto para nossos relatores”, lembrou Chaloka Beyani falando em nome do grupo. “Ao mesmo tempo, cerca de 30 países nunca aceitaram a visita de qualquer um dos nossos especialistas.”
Só nos últimos dez anos, o Brasil recebeu 15 visitas destes relatores e, atualmente, encontram-se no país a relatora especial das Nações Unidas sobre Água e Saneamento, Catarina de Albuquerque, e o Grupo de Trabalho de Especialistas sobre Afrodescendentes.
O Brasil encontra-se entre aqueles que mantêm um convite aberto para que estes relatores visitem livremente o país.
Veja a relação de todas as visitas e os respectivos documentos preparados pelos especialistas clicando aqui.