Em breve, o país deve levar ao Parlamento uma lei de anistia para cobrir o período dos conflitos de sua Primavera Árabe.
A Alta Comissaria das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, fez um apelo nesta sexta-feira (06/01) para que os políticos iemenitas respeitem a probição internacional de conceder anistia a responsáveis por graves violações de direitos humanos, como crimes de guerra, contra a humanidade e genocídio.
A declaração ocorre pouco antes de uma lei de anistia ser apresentada ao Parlamento do Iêmen. Em 2011, o país vivenciou a chamada Primavera Árabe, com conflitos que resultaram em um número ainda desconhecido de pessoas mortas.
“Com base em informações que colhemos, há razões para acreditar que alguns desses crimes foram cometidos no Iêmen durante o período para o qual a anistia está sendo considerada. Tal anistia seria uma violação do direito internacional do Iêmen e de suas obrigações de direitos humanos”, afirmou Pillay.
Ela também enfatizou a importância de uma justiça com foco nas vítimas. “As vítimas têm o direito à justiça, à verdade, a soluções e reparações. Estes são direitos que estão bem estabelecidos internacionalmente”, concluiu.