País da África Ocidental realizou avanços na última década, mas investimento contínuo é necessário para prevenção de conflitos e reformas no setor de segurança.

O chefe do Escritório Integrado da ONU de Consolidação da Paz em Serra Leoa (UNIPSIL), Jens Anders Toyberg-Frandzen. Foto: ONU/JC McIlwaine
O chefe do Escritório Integrado da ONU de Consolidação da Paz em Serra Leoa (UNIPSIL), Jens Anders Toyberg-Frandzen, pediu esta semana que todos os serra-leoneses deixem as diferenças de lado e trabalhem para a promoção do desenvolvimento econômico e da democracia. As Nações Unidas se preparam para encerrar a missão no país no próximo ano.
A ONU apoia os esforços de paz na Serra Leoa desde o fim da guerra civil em 2002. Pelos avanços significativos feitos ao longo da última década, a UNIPSIL deve transferir suas responsabilidades para a equipe das Nações Unidas no país até 31 de março de 2014.
Durante reunião no Conselho de Segurança das Nações Unidas, Toyberg-Frandzen – que também é representante executivo do secretário-geral da ONU – informou que a transição da missão e a estratégia de saída estão em curso.
Já o presidente da Comissão das Nações Unidas de Consolidação da Paz responsável pela seção de Serra Leoa, Guillermo E. Rishchynski, disse ao Conselho que, enquanto o país tem feito progressos significativos nos últimos anos, alguns desafios permanecem.
“O planejamento da ONU reflete essas necessidades, como o investimento contínuo na prevenção de conflitos, na reforma do setor da segurança e nos direitos humanos”, observou. Rishchynski acrescentou que uma análise inicial da consolidação da paz no país será realizada em outubro.
“Essa análise vai examinar os progressos realizados até a data, avaliar os desafios pendentes e as áreas que potencialmente requerem apoio adicional”, afirmou.