Setor privado proporcionará nos próximos cinco anos um terço dos empregos do mundo, afirma OIT

O Panorama Econômico e Social da OIT afirma também que os serviços públicos em cuidados de saúde, educação e administração continuam representando uma das maiores fontes de emprego.

A criação de empregos na área de cuidados será uma das que mais crescerá nos próximos cinco anos. Foto: Banco Mundial/Dana Smillie

A criação de empregos na área de cuidados será uma das que mais crescerá nos próximos cinco anos. Foto: Banco Mundial/Dana Smillie

O setor privado na área de serviços jogará um papel crucial na força de trabalho nos próximos cinco anos. Serviços nos setores administrativos, imobiliário e saúde, entre outros, serão responsáveis por empregar um terço dos trabalhadores do mundo, de acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira (22) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O Panorama Econômico e Social da OIT, lançado no começo desta semana, diz que apesar das inovações tecnológicas, existe ainda demanda para trabalhos que requerem interação cara a cara, como em serviços de saúde e pessoal, sinalizando um grande aumento na economia de cuidados.

Os serviços públicos em cuidados de saúde, educação e administração continuam representando uma das maiores fontes de emprego. Apesar de crescer de maneira mais moderada, comparado ao setor privado, o emprego público nestes setores ainda representa 15% do total de ofícios.

As ofertas na indústria devem estabilizar globalmente em um nível inferior aos 22%, dado que a criação de postos de trabalho na construção deve cair em comparação ao período de 2010-2013. Enquanto isso, empregos em produção permanecerão inalterados nos próximos cinco anos, na faixa de 12%. O documento nota, no entanto, que certos ofícios, como operadores de máquinas e montadores, têm diminuído em vários países, levantando a questão sobre como a produção pode continuar a ajudar os trabalhadores a escapar da pobreza.

O estudo revela tendências regionais significativas, com o desaparecimento de postos de trabalho de especialização média nas economias avançadas em um ritmo muito mais rápido que nos países emergentes ou em desenvolvimento. Esta polarização entre trabalhadores de alta e baixa especialização provoca um impacto direto nos salários. O aumento de oportunidades tanto nas camadas mais altas, como nas mais baixas, com o sacrifício da etapa intermediária, aumenta a desigualdade de renda.