Setor trabalhista na Libéria sofreu duro golpe desde início da crise do ebola, afirma Banco Mundial

Cerca de 46% das pessoas empregadas no início da crise não estavam mais trabalhando no início de novembro deste ano. Trabalhadores autônomos e assalariados foram os mais atingidos pela crise.

Vendedores de rua da cidade de Monróvia, capital da Libéria, que perderam muitos clientes desde o início do surto de ebola. Foto: PNUD/Carly Learson

Vendedores de rua da cidade de Monróvia, capital da Libéria, que perderam muitos clientes desde o início do surto de ebola. Foto: PNUD/Carly Learson

O Banco Mundial afirmou na última quinta-feira (20) que o setor trabalhista na Libéria sofreu um grande golpe desde o começo da crise provocada pelo surto do ebola. Enquanto isso, intensos esforços estão em curso no Mali para deter a propagação do vírus, que vem ganhando força novamente.

Cerca de 46% das pessoas empregadas no início da crise não estavam mais trabalhando no início de novembro deste ano. Os trabalhadores autônomos e assalariados foram os mais atingidos, enquanto a agricultura está começando a retomar suas atividades com a perspectiva de chegada da colheita.

Os esforços de assistência devem ser oferecidos não apenas nas áreas onde o vírus está ativamente presente na Libéria, como também em zonas onde a população já sofria anteriormente com a pobreza, a insegurança alimentar – que está crescendo – e as limitações de mobilidade urbana.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que intensos esforços estão em curso no Mali, para identificar todas as potenciais cadeias de transmissão, monitorar casos de contato e prevenir que o surto cresça ainda mais. Até agora, foram identificados 338 casos de contato com o vírus no país, dos quais 90% foram colocados sob observação diária.