Durante esta semana, entre 10 e 15 de maio, várias intervenções artísticas e seminários vão proporcionar diálogos entre a população campo-grandense e a cultura milenar dos povos Guarani. Evento é realizado pelo Pontão de Cultura Guaicuru, com apoio do Centro de Informação das Nações Unidas (UNIC Rio de Janeiro), do Governo Federal e de diversas outras entidades.
Durante esta semana, entre 10 e 15 de maio, várias intervenções artísticas e seminários vão proporcionar diálogos entre a população campo-grandense e a cultura milenar dos povos Guarani. Escolas, universidades, pontos de cultura e praças públicas serão os palcos dessa ação. O intuito é promover a cultura Guarani e aproximar a população não-índia de outras percepções de mundo. O momento culminante do projeto será o Show Cultura e Direitos Humanos dos Povos Guarani (15/05) que contará com a presença de um dos maiores artistas do Brasil, Milton Nascimento.
O Pontão de Cultura Guaicuru, com sede em Campo Grande, é a entidade que coordena e executa o projeto Ava Marandu – Os Guarani Convidam. Com apoio do Centro de Informação das Nações Unidas (UNIC Rio de Janeiro), do Governo Federal e de diversas outras entidades, o projeto promove ações para evidenciar a realidade e a importância cultural dos Guarani na América do Sul e incentiva o intercâmbio cultural da população não-índia com os povos indígenas.
Com o “Concurso de desenho, poesia, quadrinhos e redação”, aberto a todos os estudantes do ensino fundamental, médio e superior, o projeto levou a discussão da temática indígena ao universo escolar.
Nas aldeias, cineastas e fotógrafos do Brasil e de outros países dividiram com os índios técnicas para a captação da imagem e do som, estimulando e incentivando o resgate da cultura e a documentação da vida e dos costumes, para pensar sobre a própria história como exercício da cidadania capaz de promover mudanças.
Também das aldeias vem um feito inédito: a primeira tradução da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas para o guarani-kaiowá, que mereceu o reconhecimento da ONU. “Esse é um instrumento vivo, algo que todos podem utilizar para fazer valer os direitos dos povos indígenas”, declarou o Diretor do UNIC Rio, Giancarlo Summa. O documento foi traduzido por quatro professores índios.