Sem uma solução política, o ACNUR prevê que a população de refugiados nas regiões vizinhas à Síria crescerá, tornando-se a maior população de refugiados do mundo.

Pelo menos metade dos refugiados são crianças. Foto: UNICEF/Karin Schermbrucker
Três anos após o início do conflito na Síria, o país tornou-se o país do mundo com o maior número de deslocados forçados, com mais de 9 milhões de pessoas fora de suas casas.
Atualmente, mais de 2 milhões e meio de sírios — 2.563.434 de pessoas exatamente — se registraram como refugiados em países vizinhos ou estão aguardando registro. Com o deslocamento dentro da Síria afetando mais de 6,5 milhões de indivíduos, o número total de pessoas deslocadas internamente e externamente ultrapassa agora 40% da população existente na Síria antes do início do conflito. Pelo menos metade desse deslocados é composta por crianças.
“É inconcebível que uma catástrofe humanitária desta dimensão esteja se desenrolando diante dos nossos olhos sem progresso significativo para parar com o massacre”, disse o alto comissário das Nações Unidas para Refugiados, António Guterres. “Nenhum esforço deve ser poupado para se alcançar a paz e para aliviar o sofrimento das pessoas inocentes apanhadas pelo conflito e forçadas a deixar suas casas, comunidades, trabalhos e escolas”, completou o chefe do ACNUR.
Na ausência de progressos visíveis para uma solução política, o ACNUR prevê que a população de refugiados nas regiões vizinhas à Síria crescerá, tornando-se a maior população de refugiados do mundo.
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