A proposta inclui encerrar a violência, dar acesso humanitário, libertar detentos, permitir a entrada de jornalistas e iniciar um diálogo político inclusivo.
Após um fim de semana em que se encontrou com o Presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, e com o Primeiro-Ministro da China, Wen Jiabao, – membros do Conselho de Segurança que anteriormente haviam vetado resoluções contra o Governo da Síria – o Enviado Especial da ONU e da Liga Árabe para a Síria, Kofi Annan, anunciou nesta terça-feira (27/03) que o Presidente Bashar al-Assad aceitou o plano apresentado pelo Enviado ao Governo para encerrar a crise.
Por meio de um comunicado de imprensa emitido por seu porta-voz, o Enviado Especial descreveu o movimento sírio como “um passo inicial importante” e apela para que o Governo coloque a proposta em execução imediatamente. A proposta possui seis pontos: pede o fim da violência e dos assassinatos, acesso humanitário para as agências, libertação de detentos, a permissão para o ingresso de jornalistas e o início de um diálogo político inclusivo. Annan ressaltou que a implementação desses pontos é fundamental para a região assim como para a comunidade internacional como um todo.
Diferentemente das resoluções encaminhadas antes, o Conselho de Segurança endossou plenamente a proposta de Annan e apelou ao Governo e à oposição para que a implementem. Annan agradeceu o amplo e variado apoio que recebeu para seus esforços de mediação e pediu que os países influentes colaborem com os avanços e ajudem em sua implementação. Ele também respondeu o presidente sírio pedindo a imediata implementação do plano de seis pontos.
Existem atualmente duas missões na capital síria abordando a crise: uma equipe de especialistas que está discutindo formas de implementar a proposta de Kofi Annan de seis pontos e uma equipe humanitária que – juntamente com a Organização de Cooperação Islâmica – está a avaliar as necessidades humanitárias no país.