Agência de refugiados da ONU está aumentado seus esforços humanitários para atender ao número crescente de refugiados, mas falta de financiamento pode comprometer assistência.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) afirmou nesta terça-feira (22) que está expandindo seus esforços humanitários para manter o ritmo acelerado da crescente demanda de pessoas que fogem do conflito na Síria. No entanto, a falta de financiamento pode comprometer a futura assistência.
“Até agora, o ACNUR recebeu apenas 18% do financiamento necessário”, observou o porta-voz da agência, Adrian Edwards. “A menos que mais fundos venham rapidamente, milhares de sírios vulneráveis não irão se beneficiar da assistência muito necessária.”
De acordo com Edwards, o novo plano de resposta já está em andamento por meio de programas de registro, divulgação e assistência financeira. Lançado em dezembro, o pedido de 1,1 bilhão de dólares para o Plano de Resposta para Assistência Humanitária na Síria 2013 é o maior apelo a curto prazo já lançado pela ONU e busca atender também aos países vizinhos que abrigam refugiados.
Só na Jordânia, o Governo estima que mais de 300 mil sírios entraram no país desde que o conflito começou, em março de 2011 – 245 mil deles estão acomodados em comunidades de acolhimento, com “notável” impacto sobre a infraestrutura local, como serviços de saúde e educação. Os que estão nos campos de refugiados sofrem com o inverno rigoroso e com “um aumento maciço do número de chegadas”, acrescentou Edwards.
No Líbano, o fluxo de refugiados também parece ser inabalável, com média de 1,5 mil refugiados por dia atendidos pelo ACNUR nos quatro centros de registro do país. Novos postos devem ser abertos para reduzir o tempo de espera – atualmente, de dois meses.
No Iraque, Edwards destacou que a maior preocupação tem sido o clima. Na semana passada, a neve pesada afetou muitos dos refugiados que vivem no campo de Domiz, no estado de Dohuk. A escassez de medicamentos e alimentos complicam ainda mais as condições de vida.
Já na Turquia, o Governo oferece atendimento de saúde e educação gratuitos para os 156.801 refugiados da Síria em 15 campos.