Síria: Ban Ki-moon pede que combatentes permitam saída de civis de Qusayr em segurança

Centenas de famílias fugiram da cidade nas últimas semanas. Agência da ONU para refugiados disse que pelo menos 3.500 pessoas já chegaram a uma cidade vizinha.

Waffa, de 6 anos, fugiu da Síria com a mãe e a irmã mais nova. Desde a sua chegada ao Líbano há cinco meses ela mal falou e não interage com outras crianças, disse sua mãe. Foto: ACNUR/E.Dorfman

Waffa, de 6 anos, fugiu da Síria com a mãe e a irmã mais nova. Desde a sua chegada ao Líbano há cinco meses ela mal falou e não interage com outras crianças, disse sua mãe. Foto: ACNUR/E.Dorfman

Após a intensificação dos combates na cidade de Qusayr, na região oeste da Síria, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, apelou neste sábado (1) pela proteção de civis e pediu que os moradores sejam autorizados a fugir da cidade.

Seu porta-voz afirmou que Ban Ki-moon está “seguindo com a mais grave preocupação” a situação em Qusayr, onde os combates se intensificaram nos últimos dias.

Por meio de um comunicado, Ban lembrou ao governo sua responsabilidade de proteger os civis que estão sob seu controle, incluindo da ameaça de milícias.

“À medida que os preparativos para uma conferência internacional sobre a Síria se aceleram, ele lembra todas as partes no conflito que os olhos do mundo estão sobre eles e que eles serão responsabilizados por quaisquer atos de atrocidade cometidos contra a população civil de Qusayr”, disse o comunicado.

Centenas de famílias fugiram da cidade nas últimas semanas. A agência da ONU para refugiados (ACNUR) disse que pelo menos 700 famílias – ou cerca de 3.500 pessoas – chegaram a Hasiya, uma pequena cidade próxima cuja população é de cerca de 16 mil pessoas.

Desde março de 2011, a luta entre o governo sírio e as forças de oposição que buscam derrubar o presidente Bashar Al-Assad já matou mais de 80 mil pessoas e deixou outras 6,8 milhões em necessidade de assistência humanitária urgente. Além disso, a ONU estima que mais de 1,6 milhão de sírios fugiram de seu país para escapar de conflitos.