Síria: Chefe da UNESCO cobra fim imediato das hostilidades no sítio arqueológico de Palmira

Local é um dos patrimônios mundiais da Humanidade e sofre com grupos extremistas em ação na Síria e no Iraque que promovem uma “limpeza cultural”.

Sítio arqueológico de Palmira, na Síria. Foto: UNESCO/F. Bandarin

Sítio arqueológico de Palmira, na Síria. Foto: UNESCO/F. Bandarin

A chefe da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) apelou a todas as facções em conflito na Síria a acabar com as hostilidades dentro do sítio arqueológico de Palmira após relatos de que grupos extremistas tinham violado o perímetro da antiga cidade.

“Estou profundamente preocupada com a situação no sítio de Palmira. A luta está colocando em risco um dos locais mais importantes do Oriente Médio e sua população civil”, disse a diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova nesta quarta-feira (20). Ela expressou sua indignação com a prática de limpeza cultural que ameaça destruir milênios de história, com o conflito engolindo a Síria e o Iraque e toda a região rica em patrimônio arqueológico e cultural.

Inscrito na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO, a histórica cidade de Palmira contém as ruínas de “um dos mais importantes centros culturais do mundo antigo”. Entre os séculos I e II, a arte e a arquitetura de Palmira atravessaram várias civilizações, juntando técnicas greco-romanos com as tradições locais e influências persas.

Apesar das tentativas em curso da comunidade internacional para pôr fim à violência, a situação na Síria continua em uma espiral descendente. Cerca de 12,2 milhões de pessoas, incluindo 5,6 milhões de crianças, precisam de assistência humanitária. Segundo estimativas conservadoras, mais de 220 mil sírios morreram no conflito, mas esse número é provavelmente muito maior.