O enviado especial das Nações Unidas para a Síria, Staffan de Mistura, disse nesta semana (1) que pretende apresentar uma “iniciativa política muito clara” para o país durante a semana que anteceder a Cúpula de alto nível da Assembleia Geral, que começa em 19 de setembro.
O objetivo é que as negociações de paz entre o governo e a oposição recomecem no momento em que o Conselho de Segurança se reunir novamente para discutir a questão dos conflitos na Síria, no dia 21 deste mês.
O enviado especial registrou ainda, nesta sexta-feira (2), que recebeu informações sobre sites na Internet afirmando possuir um documento com o suposto planejamento atual da ONU para a crise. “Estes relatórios são categoricamente imprecisos e enganosos”, disse a nota.

Enviado especial para a Síria, Staffan de Mistura (ao centro), ao lado de seu assessor especial, Jan Egeland (esquerda), e o coordenador humanitário da ONU na Síria, Yacoub El Hillo, durante coletiva de imprensa. Foto: ONU/Anne-Laure Lechat
O enviado especial das Nações Unidas para a Síria, Staffan de Mistura, disse na última quinta-feira (1) que pretende apresentar uma “iniciativa política muito clara” para o país durante a semana que anteceder a Cúpula de alto nível da Assembleia Geral, que começa em 19 de setembro.
O objetivo é que as negociações de paz entre o governo e a oposição recomecem no momento em que o Conselho de Segurança se reunir novamente para discutir a questão dos conflitos na Síria, no dia 21 deste mês.
“Essa é a data limite para se certificar de que todos estão ativamente envolvidos na produção de algum resultado positivo sobre o conflito”, disse Staffan de Mistura a jornalistas em Genebra.
Mistura também informou que as negociações sobre a cessação das hostilidades entre Rússia e os Estados Unidos, que são copresidentes do Grupo Internacional de Apoio à Síria (ISSG, na sigla em inglês), estão em curso no nível militar, de segurança e diplomático, acrescentando que as conversas podem durar até “provavelmente esta sexta-feira ou sábado de manhã”.
O enviado especial registrou ainda, nesta sexta-feira (2), que recebeu informações sobre sites na Internet afirmando possuir um documento com o suposto planejamento atual da ONU para a crise. “Estes relatórios são categoricamente imprecisos e enganosos”, disse a nota.
Quanto à proposta da pausa humanitária de 48 horas na cidade de Alepo, Mistura e o principal conselheiro das Nações Unidas para a crise, Jan Egeland, afirmaram que um acordo ainda precisa ser alcançado.
“Nós já estamos prontos para prestar assistência em Alepo e aguardando a pausa humanitária. No entanto, ainda estamos negociando a estrada de acesso e a modalidade que usaremos para entregar a ajuda, inclusive discutindo com os grupos armados de oposição”, disse Egeland, acrescentando que 4 mil suplementos, o suficiente para alimentar 20 mil pessoas, já foram reservados.
Ele destacou que a ONU só foi capaz de chegar a três das 18 áreas sitiadas em agosto – em Deir-ez-Zor por vias aéreas; em Al-Waer através de dois comboios; e no leste de Harasta somente com um comboio. “Isso representa cerca de um terço ou menos da população em áreas sitiadas”, acrescentou.
Além disso, a ONU ainda está esperando uma resposta do governo sírio para seu pedido de chegar a 1,2 milhão de pessoas em setembro.
Referindo-se à recente evacuação em massa da população da cidade sitiada de Darayya, Egeland disse que os deslocados estavam chegando em centros coletivos na área de Damasco, Idlib e Moadameya.
“A força-tarefa falhou com o povo de Darayya, todos nós falhamos com o povo de Darayya, eu falhei com eles. É realmente triste pensar o que eles passaram ao longo desses anos”, disse Egeland.
Egeland ainda observou que há necessidade urgente de garantir a segurança das comunidades em outros locais sitiados, como em Al-Waer, Madaya, Foah e Kefraya. “Todos eles temem por seu futuro, e precisamos quebrar o bloqueio”, concluiu.