Conflito na Síria segue cada vez mais violento. A Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos pede para que a comunidade internacional não se torne insensível às atrocidades que estão acontecendo no país.

Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré
A comunidade internacional deve fazer esforços para acabar com o conflito na Síria e garantir que os responsáveis pelas violações dos direitos humanos sejam responsabilizados, disse a alta comissária das Nações Unidas para os direitos humanos, Navi Pillay, nesta sexta-feira (10), após relatos de massacres na cidade de Baniyas.
“Nós não devemos chegar ao ponto onde as pessoas tornam-se insensíveis ao assassinato atroz de civis”, ressaltou Pillay.
Imagens de corpos empilhados, ensanguentados e queimados de adultos, crianças e bebês surgiram — supostamente feitas após as forças do governo e milícias terem invadido al-Bayda e outras partes de Baniyas — na semana passada. “Estas imagens, se verdadeiras, indicarão uma total falta de respeito pelas vidas de civis”, disse Pillay.
“Estamos recebendo depoimentos consistentes, que sugerem que as forças governamentais estão atacando diretamente as principais unidades de sustentação da vida, como padarias e farmácias, hospitais e escolas, locais onde os civis estão abrigados”, acrescentou Pillay.
Navi Pillay renovou seu apelo para trazer a situação da Síria ao Tribunal Penal Internacional (TPI). “Eu acredito que graves violações de direitos humanos e outros atos equivalentes a crimes de guerra e/ou crimes contra a humanidade foram cometidas. Devemos deixar claro que tanto para o Governo quanto para os grupos armados da oposição, haverá consequências.”