Síria: mais de metade dos centros de saúde para refugiados da Palestina foram destruídos, diz ONU

Apesar de todos os problemas enfrentados pelos refugiados da Palestina a expectativa de vida está crescendo, mas o envelhecimento da população está sofrendo com a vida sedentária.

Palestinas no centro de distribuição de comida da UNRWA no campo de refugiados de Jaramana, em Damasco, na Síria. Foto: UNRWA/Carole Alfarah

A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) informou, esta terça-feira (20) que mais de metade de seus centros de saúde na Síria – de um total de 23 – foram destruídos ou não se encontram em condições de funcionar. Ainda assim, o diretor de saúde da UNRWA, Akihiro Seita, afirmou que “tem sido um grande desafio mas temos sido capazes de responder a esta situação devastadora”.

Seita explicou que com o estabelecimento de oito pontos de saúde em Damasco e dois em Aleppo, “conseguimos continuar com as tão necessárias consultas”.

Apesar de todos os problemas enfrentados pelos refugiados da Palestina a expectativa de vida está crescendo, mas o envelhecimento da população está sofrendo de estilos de vida sedentários e da pandemia global de doenças não transmissíveis (DNT), afirma o relatório anual da UNRWA, que é a Agência que tem sido responsável por fornecedor cuidados de saúde para os refugiados da Palestina por mais de seis décadas.