Síria: ONU retoma processo de retirada de civis do leste de Alepo

A ONU afirmou que o processo de retirada de civis do leste de Alepo foi retomado na quarta-feira (21), depois de mais de um dia de interrupção. As operações de evacuação estão sendo acompanhadas pelo Crescente Vermelho Árabe Sírio e pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (ICRC).

Pais e filhos se reúnem se aquecem no fogo num armazém Jibreen, agora usado como abrigo por centenas de famílias que fugiram de violência no leste de Alepo. Foto: UNICEF

Pais e filhos se reúnem se aquecem no fogo num armazém Jibreen, usado como abrigo por centenas de famílias que fugiram de violência no leste de Alepo. Foto: UNICEF

A ONU afirmou que o processo de retirada de civis do leste de Alepo foi retomado na quarta-feira (21), depois de mais de um dia de interrupção. As operações de evacuação estão sendo acompanhadas pelo Crescente Vermelho Árabe Sírio e pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (ICRC).

O porta-voz do secretário-geral da ONU, Farhan Haq, afirmou que mais de 25 mil pessoas foram retiradas das áreas cercadas no leste da cidade entre 15 e 20 de dezembro.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), até a última segunda-feira (19), 301 feridos e doentes deixaram a região. Nessa lista, estão 93 pacientes em situação grave que foram levados para a Turquia; outros foram transferidos para hospitais em Idlib e também para a região ocidental de Alepo.

De acordo com Haq, pelo menos 20 funcionários da ONU foram deslocados de Damasco, capital da Síria, para acompanhar como observadores a saída dos civis do leste de Alepo.

Ele observou que, há uma semana, equipes das Nações Unidas estão presentes também no posto de segurança do governo sírio em Ramouseh, em Alepo, observando a retirada e as atividades de resposta na região.

“A proteção dos civis que deixaram essas áreas continua sendo a maior preocupação. O processo de evacuação é traumático, com pessoas em situação vulnerável tendo de esperar por horas para entrar no ônibus e sendo expostas a temperaturas abaixo de zero”, frisou Haq.

O porta-voz acrescentou que os civis remanescentes devem ser autorizados a sair com segurança se escolherem por essa opção. “A ajuda humanitária também deve chegar às pessoas em necessidade. Isso é prioridade urgente”, concluiu.

Na quarta-feira, o Conselho de Segurança renovou os termos das resoluções que tratam do acesso humanitário no país, aprovando por mais um ano a entrega de assistência através das fronteiras e linhas de conflito na Síria.