Chefe da OPAQ pediu que partes envolvidas no conflito cooperem para que missão de supervisão da destruição de armas químicas possa realizar seu trabalho o mais rápido possível.

Equipe da ONU e da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) chega em Damasco, na Síria, no começo de outubro. Foto: ONU/Hend Abdel Ghany
O chefe da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), Ahmet Üzümcü, pediu nesta quarta-feira (9) que todas as partes envolvidas no conflito sírio cooperem para que a missão conjunta da ONU-OPAQ, encarregada de supervisionar a destruição de arsenais químicos do país, possa realizar o seu trabalho o mais rápido possível.
Üzümcü ressaltou que o prazo para destruir as armas químicas é “extremamente apertado”, acrescentando que ele acredita que a eliminação das armas é do interesse de todos. “Se pudermos garantir a cooperação de todas as partes e algumas tréguas temporárias puderem ser estabelecidas a fim de permitir que nossos especialistas trabalhem em um ambiente seguro, eu acredito que os objetivos poderão ser alcançados.”
Segundo ele, a primeira etapa da missão de verificação deve ser concluída até o final deste mês. O chefe da OPAQ disse que as autoridades sírias têm cooperado até o momento e acrescentou que 12 especialistas adicionais foram mobilizados para Damasco nesta quarta-feira (9).
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, propôs, em uma carta no início desta semana ao Conselho de Segurança da ONU, o estabelecimento formal da Missão Conjunta da ONU-OPAQ e que o seu funcionamento seja realizado em três fases.
A primeira terá como foco o estabelecimento de uma presença inicial em Damasco e o desenvolvimento da capacidade operacional, incluindo atividades de verificação por meio de negociações com o governo e o planejamento de visitas aos locais de interesse.
Na segunda fase, a OPAQ deve finalizar suas inspeções iniciais de toda a produção de armas químicas, instalações de armazenamento e supervisão da destruição pela Síria dos equipamentos e instalações de armas químicas.
De acordo com Ban, a terceira fase “será a fase mais difícil e desafiadora”, uma “operação que simplesmente nunca foi feita”. A Missão Conjunta deverá apoiar, acompanhar e verificar a destruição de um “programa complexo de armas químicas, envolvendo vários locais espalhados por um país envolvido em um conflito violento, que inclui cerca de mil toneladas de armas químicas, agentes e precursores que são perigosos de manejar, transportar e destruir”.