Site da ONU sobre albinismo esclarece mitos sobre esta condição rara

O site chamado ‘Pessoas com albinismo: Não são fantasmas, mas seres humanos’ contém uma ampla gama de recursos sobre a condição de albinismo, que afeta 1 em 5 mil a 1 em 15 mil pessoas na África Subsaariana, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Vários ataques contra pessoas com albinismo foram reportados, principalmente em crianças. Foto: IRIN/Helen Blakesley

Vários ataques contra pessoas com albinismo foram reportados, principalmente em crianças. Foto: IRIN/Helen Blakesley

O escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) lançou na última terça-feira (05) um site dedicado à questão do albinismo, destinado a desmascarar os mitos da condição rara que é “ainda profundamente incompreendida médica e socialmente”. O site, Pessoas Com Albinismo: Não fantasmas, mas seres humanos, contém uma ampla gama de recursos sobre a condição de albinismo, que afeta 1 em 5 mil a 1 em 15 mil pessoas na África subsaariana, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Centenas ataques para rituais foram registrados contra as pessoas com albinismo, particularmente crianças, em vários países e muitos outros casos não foram documentados por causa do ostracismo das vítimas e suas famílias, bem como a natureza secreta da bruxaria. Nos últimos seis meses pelo menos 15 albinos foram raptados, feridos ou mortos, incluindo três desses incidentes na última semana de março.

O site detalha alguns dos temas-chave de direitos humanos que as pessoas com albinismo enfrentam diariamente e conta a história de 12 pessoas – músicos, ativistas, atletas, médicos e juízes – que estão fazendo a diferença para desmitificar os mitos e garantir que as pessoas com albinismo possam viver uma vida livre de estigma e violência.

De acordo com o ACNUDH, as cores do site foram testadas para a sua acessibilidade, optando por tons neutros, pensando especialmente nas pessoas com albinismo, que às vezes demonstram dificuldades de leitura quando aplicadas cores muito vívidas. O novo site pode ser acessado em albinism.ohchr.org