Situação humanitária na Cisjordânia e em Gaza permanece preocupante, afirma funcionária da ONU

Subsecretária-Geral para Assuntos Humanitários reiterou sua preocupação com o impacto da contínua atividade de assentamentos de Israel na Cisjordânia e em Gaza.

Subsecretária-Geral das Nações Unidas para Assuntos Humanitários, Valerie Amos A Subsecretária-Geral das Nações Unidas para Assuntos Humanitários, Valerie Amos, reiterou sua preocupação com o impacto da contínua atividade de assentamento de Israel na Cisjordânia e em Gaza.

“Também falei sobre o zoneamento e planejamento de regulamentações sobre a Área C”, disse Amos, se referindo aos 60% da Cisjordânia onde Israel retêm o controle sobre segurança, planejamento e construção.

Relatório do Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) estima que 150 mil palestinos vivem na Área C da Cisjordânia, que tem as reservas de terras mais significativas disponíveis para o desenvolvimento e para a agricultura dos palestinos.

Amos expressou sua preocupação com o bloqueio permanente de Gaza e seu impacto sobre o desenvolvimento econômico da região. Israel impôs o bloqueio pelo que chamou de “razões de segurança” depois que o Hamas, que não reconhece o direito de Israel a existir, expulsou o movimento Fatah em Gaza em 2007.

Outro motivo de preocupação é o desmantelamento da passagem de Karni para Gaza, que segundo Amos terá o efeito de reduzir a atividade comercial, particularmente as exportações de Gaza para a Cisjordânia e Israel.