“Dentro da Síria, os últimos meses têm sido brutais”, disse em Genebra a porta-voz do ACNUR, Melissa Fleming. “A luta se intensificou em quase todas as províncias.”

Em novembro do ano passado, crianças sírias brincavam na rua de Alepo, lar de mais de um milhão de deslocados internos. Foto: ACNUR/B.Diab
A piora nas condições de vida na Síria e nos países vizinhos está forçando milhares de sírios a arriscar tudo em viagens perigosas para a Europa, advertiu nesta terça-feira (08) o Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR). À medida que a crise se aprofunda em seu quinto ano sem solução política à vista, o desespero aumenta e a esperança torna-se artigo raro.
“Dentro da Síria, os últimos meses têm sido brutais”, disse em Genebra a porta-voz do ACNUR, Melissa Fleming. “A luta se intensificou em quase todas as províncias.”
Ela citou como exemplos o aumento de ataques com foguetes e morteiros em Damasco, o crescimento de veículos explodidos em grandes cidades como Lattakia, Alepo, Homs, Hassakeh e Qamishli, e o bombardeio pesado em Zabadani e na zona rural de Damasco. A consequente retaliação entre grupos rivais está levando milhares de pessoas a deixar suas casas, ressaltou Melissa Fleming.
Atualmente, os cidadãos da Síria enfrentam crescentes desafios para encontrar segurança e proteção nos países vizinhos, que por sua vez lidam com números de refugiados esmagadores, sem o suficiente auxílio internacional suficiente e com problemas de segurança. Neste cenário, adotaram neste ano medidas para conter o fluxo de refugiados – incluindo a restrição de acesso ou gestão mais rigorosa das fronteiras e a introdução de requisitos onerosos e complexos para prolongar a estadia de refugiados.
Para os 4,08 milhões de refugiados sírios que já estão nos países vizinhos, cuja grande maioria vive fora dos campos formais, o empobrecimento é uma realidade. Na Jordânia, 86% das pessoas em áreas urbanas e rurais estão agora vivendo abaixo da linha da pobreza. No Líbano, essa cifra é de 70%, com muitos comprando comida a crédito, retirando as crianças da escola, e se valendo de esmolas para sobreviver.
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