Integrantes da missão da ONU no país têm recebido relatos da presença de combatentes do M23 em torno da cidade de Goma, que foi ocupada pelo grupo durante 11 dias no mês de novembro.

A situação nas províncias de Kivus do Norte e do Sul, no leste da República Democrática do Congo (RDC), permanece “tensa e frágil” após os violentos confrontos e o deslocamento civil causado por grupos armados nos últimos meses, afirmou o porta-voz Departamento de Operações de Manutenção da Paz (DPKO) da ONU ontem (17).
Kieran Dwyer relatou que os integrantes da Missão de Estabilização da ONU na RDC (MONUSCO) têm recebido relatos de que combatentes do grupo armado Movimento 23 de março (M23) continuam em torno da cidade de Goma, capital da província de Kivu Norte – uma violação da resolução 2076 do Conselho de Segurança.
O M23, formado por ex-soldados que se amotinaram do exército nacional em abril, ocupou a cidade de Goma no dia 19 de novembro, mas se retirou após 11 dias, em acordo estabelecido pela Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos. A resolução do Conselho de Segurança também exigiu a retirada imediata do M23 da cidade e a cessação de quaisquer avanços.
A MONUSCO tem investigado os relatos com patrulhas terrestres e, durante o fim de semana, foram feitos voos de reconhecimento aéreo na região. “Enquanto muitos dos relatos não podem ser confirmados, a MONUSCO foi capaz de confirmar a presença de elementos do M23 em vários locais de Kivu do Norte, incluindo áreas próximas a Rwindi, Kibati e na área de Masisi, perto Moja”, declarou Dwyer.
Na foto de Sylvain Liechti (MONUSCO), O Grupo armado M23 faz a retirada da cidade de Goma, na RDC.