Conflito armado no país já causou o deslocamento de dois milhões de pessoas, sendo 500 mil em países vizinhos e deixou cerca de 2,5 milhões em situação de insegurança alimentar.
A situação da segurança no Sudão do Sul se deteriorou ainda mais durante o final de abril e início de maio, declarou nesta quinta-feira (14) a chefe da Missão das Nações Unidas no país (UNMISS) durante informe ao Conselho de Segurança sobre a evolução do conflito e seu efeito devastador nos civis.
“O indescritível sofrimento do povo do Sudão do Sul tem que parar”, disse Ellen Margrethe Løj, apresentando ao Conselho o mais recente relatório do secretário-geral da ONU. “Todos os dias, a falta de um acordo político contribui para uma maior deterioração da situação no terreno, levando a um maior deslocamento e miséria humana, e põe em risco a paz e a segurança regional”.
Løj, que também atua como representante especial do secretário-geral para o Sudão do Sul, disse que a situação mais grave está atualmente no estado de Unity, onde há relatos de que o Exército Popular de Libertação do Sudão (SPLA) avança e combate em áreas do sul da região rica em petróleo em direção a Koch, Leer e Adok.
Ao todo, mais de 2 milhões de pessoas permanecem deslocadas no país, com mais de 1,5 milhão dentro da nação, e outras 500 mil nos países vizinhos. Mais de 2,5 milhões de pessoas enfrentam a insegurança alimentar grave, especialmente na região superior do Alto Nilo, e este número provavelmente irá aumentar significativamente.
