Em seu primeiro discurso como vice-secretária-geral das Nações Unidas, Amina Mohammed destacou que os novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são essenciais para um futuro seguro e com prosperidade, oportunidade e direitos humanos para todos.

Amina Mohammed em seu primeiro discurso como vice-secretária-geral da ONU. Foto: ONU/Eskinder Debebe
Em seu primeiro discurso como vice-secretária-geral das Nações Unidas, Amina Mohammed destacou na terça-feira (28) que Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são essenciais para um futuro seguro e com prosperidade, oportunidade e direitos humanos para todos.
O conjunto de 17 objetivos e 169 metas, aprovado por todos os países-membros da ONU em setembro de 2015, deverá ser cumprido até o prazo de 2030.
“Em todo o mundo, o sucesso da implementação dos ODS aliviará as ansiedades globais, proporcionará uma vida melhor para mulheres e homens e estabelecerá uma base sólida para a estabilidade e para paz em todas as sociedades, em todos os lugares”, disse Mohammed na abertura da sessão desse ano do Conselho Econômico e Social (ECOSOC) sobre “atividades operacionais para o desenvolvimento”.
“O sucesso exigirá uma abordagem mais ousada do financiamento e das parcerias. Nada será alcançado sem o envolvimento de todos os atores”, acrescentou Mohammed, pedindo a todos os países que repensem sistemas, abordagens, redefinam o planejamento tradicional, a entrega e o acompanhamento das metas.
Ela observou ainda que a ONU precisa ser “apta para o propósito” de ajudar os Estados-membros a implementar a Agenda para o Desenvolvimento Sustentável.
“Devemos inovar e renovar nossa abordagem de parceria e financiamento, com foco no longo prazo. Devemos capacitar os jovens para participar e moldar a vida política e econômica de seus países e comunidades, de modo que eles sejam agentes da paz e do desenvolvimento”, observou.
Em seu discurso, a vice-secretária-geral também chamou a atenção para a vulnerabilidade persistente da África e afirmou que o continente precisa ser uma prioridade para as Nações Unidas.
“Os esforços devem ser intensificados para apoiar os países menos desenvolvidos, sem acesso ao mar e os pequenos Estados insulares em desenvolvimento, a fim de reduzir a vulnerabilidade e aumentar a resiliência”, frisou.
“É fundamental que, em todo o mundo, nos concentremos nos que estão mais atrás. A crescente onda de otimismo e empoderamento ainda não chegou a todos”, continuou.
Ela também sublinhou a necessidade de enfrentar as crescentes desigualdades em todo o mundo, bem como combater a discriminação de gênero, que continua limitando as oportunidades e o potencial das mulheres e meninas em todos os países.
Olhando para o futuro, Mohammed disse que o foco deve se basear principalmente em três princípios: fortalecer a liderança imparcial do sistema de desenvolvimento da ONU para a coerência e a integração em todos os níveis; abordar o deficit de confiança para implicar responsabilidade e transparência; e responder às prioridades nacionais.
“Soluções do passado não vão, sozinhas, enfrentar os desafios do futuro”, sublinhou.
Observando que o mundo tem uma oportunidade única em uma geração para oferecer um futuro melhor para toda a humanidade, ela enfatizou: “A tarefa à frente é desafiante, mas nada é impossível quando trabalhamos juntos”.