Somália: Enviado da ONU elogia acordo entre governo e líderes do sul

Nicholas Kay afirma que negociação é um passo importante para a paz e que todas as partes foram beneficiadas.

Representante especial do secretário-geral da ONU para Somália, Nicholas Kay. Foto: ONU/Stuart Price

Representante especial do secretário-geral da ONU para Somália, Nicholas Kay. Foto: ONU/Stuart Price

O representante especial do secretário-geral da ONU para Somália, Nicholas Kay, elogiou nesta quarta-feira (28) o acordo assinado entre o Governo local e a administração interina na região de Juba estabelecendo termos de governança em três regiões do Sul.

“Este é um passo importante para o restabelecimento da paz na Somália, que constrói uma forte Somália Federal e contribui para a segurança regional e internacional”, disse Kay. “Este acordo abre a porta para um futuro melhor para o país.”

O acordo foi assinado em Adis Abeba, capital da Etiópia, pelo ministro de Estado do governo federal, Farah Sheikh Abdulkadir, e o líder da administração provisória em Juba, Sheikh Ahmed Mohamed Islaan Madobe. A negociação estabeleceu as modalidades de administração e governança nas regiões do Baixo Juba, Médio Juba e em Gedo.

“Todas as partes ganham com este acordo”, disse Kay. “Peço a todos para implementá-lo de boa fé. Qualquer ação para miná-lo terá um impacto negativo sobre o povo da Somália e sobre os esforços da comunidade internacional para apoiar a paz e a estabilidade. Vou acompanhar de perto a implementação do acordo.”

Kay, que também chefia a Missão de Assistência das Nações Unidas na Somália (UNSOM), elogiou o compromisso das partes para o processo político, bem como o papel desempenhado pela Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (IGAD) na África Oriental, que assinou como parte a fim de monitorar o processo.

A Somália tem sido atingida por lutas entre facções desde 1991, mas recentemente fez progressos no sentido da estabilidade. Em 2011, os insurgentes islamitas Al-Shabaab se retiraram da capital Mogadíscio e no ano passado surgiram novas instituições governamentais, enquanto o país finalizou a fase de transição para a criação de um governo permanente democraticamente eleito.