Chefe da ONU na Somália se diz ‘chocado e indignado’ com ataques na capital

País tem realizado diversos avanços institucionais no último ano. Segundo relatos da imprensa, pelo menos 34 civis morreram após dois atentados suicidas assumidos por grupo ligado à Al-Qaeda.

Representante Especial Augustine Mahiga. Foto: ONU/Stuart Price

Representante Especial Augustine Mahiga. Foto: ONU/Stuart Price

O enviado das Nações Unidas para a Somália condenou neste domingo (14) os ataques mortais na capital, Mogadíscio, ligados ao grupo armado islâmico Al-Shabaab. Ele reiterou o apoio da comunidade internacional ao Governo da Somália, que tem realizado uma série de avanços institucionais no último ano.

Segundo relatos da imprensa, pelo menos 34 civis morreram após dois atentados suicidas em Mogadíscio.

“Eu me junto ao governo e ao povo da Somália para condenar estes atos sem sentido de terror”, declarou o Representante Especial do Secretário-Geral para a Somália, Augustine P. Mahiga, em um comunicado do Escritório Político da ONU para a Somália (UNPOS).

“Meus pensamentos estão com as famílias e amigos dos mortos e feridos”, acrescentou Mahiga.

Os relatos iniciais indicavam que muitos civis inocentes foram mortos, incluindo mulheres e pelo menos uma criança. As explosões ocorreram em vários locais, inclusive em uma sede do Judiciário.

Fontes de mídia relataram que o ataque à corte consistiu em uma explosão de carro-bomba e pessoas armadas que invadiram o local. Testemunhas disseram que muitas pessoas tentaram correr para fora do prédio.

O Al-Shabaab, um grupo islâmico armado supostamente ligado à Al-Qaeda, assumiu a responsabilidade dos atentados.

Mahiga afirmou estar “chocado e indignado” pelos ataques, ressaltando que a Somália está realizando um progresso notável para a estabilização e estes grandes progressos “não serão ofuscados pelos atos desesperados desses terroristas covardes”.

“A comunidade internacional vai continuar a apoiar o Governo Federal, em seus esforços para assegurar uma Somália segura para todos os seus cidadãos”, ressaltou Mahiga.

A Somália está realizando uma virada política histórica desde agosto de 2012, quando formou o primeiro parlamento em anos e encerrou a chamada “fase de transição” que começou com o lançamento, em 2004, com um governo interino apoiado pela ONU. O governo anterior foi encerrado em 1991, com a deposição do ditador Mohamed Siad Barre.

O Secretário-Geral da ONU estabeleceu a UNPOS em 15 de abril de 1995, para ajudar a promover as causas da paz e da reconciliação, através de contatos com os líderes somalis, organizações cívicas e os estados e organizações interessadas.