Somália: Resposta a crises mostra fortalecimento do Estado, diz ONU

Para Nicholas Kay, representante especial da ONU no país, o “amanhecer de uma nova era” na Somália é evidente. Um dos objetivos é a realização de eleições democráticas em todo o país em 2016.

Visão ampla do Conselho de Segurança em videoconferência com o representante especial para a Somália, Nicholas Kay. Foto: ONU/Amanda Voisard

Visão ampla do Conselho de Segurança em videoconferência com o representante especial para a Somália, Nicholas Kay. Foto: ONU/Amanda Voisard

O chefe das Nações Unidas na Somália, em reunião com o Conselho de Segurança nessa terça-feira (10), disse que uma ampla abordagem política, militar e de desenvolvimento é necessária para combater o terrorismo no país onde, apesar dos desafios, o “amanhecer de uma nova era” é evidente.

Embora observando um progresso parcial da Somália sobre direitos humanos, transparência, boa gestão das finanças públicas e o Estado de Direito, o representante especial do secretário-geral, Nicholas Kay, disse ao Conselho, via videoconferência: “O fato de as instituições da Somália terem resistido a várias tempestades nos últimos meses me dá confiança de que nossas esperanças não estão mal colocadas.”

“A Somália será um parceiro estável na região e no mundo quando tiver instituições estatais fortes, incluindo forças nacionais de segurança responsáveis e profissionais e o firme consenso entre os somalis sobre como querem gerenciar seus negócios e recursos.”

Kay disse que a decisão do Parlamento em dois de novembro de votar contra o primeiro-ministro Abdi Farah Shirdon em um gesto de não confiança testou as instituições parlamentares.

Ele também acrescentou que a prioridade agora é estabelecer um novo governo rapidamente, um que aproxime os somalis e que tenha as habilidades e a integridade para dar o que as pessoas precisam – paz, empregos e serviços públicos.

Enquanto isso, a renúncia do chefe do Banco Central Yussur Abrar foi um golpe para a confiança dos doadores internacionais, mas deve levar a uma fiscalização financeira mais firme.

Apresentando o último relatório do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, sobre a situação no país, Kay detalhou vários seguintes “picos a serem escalados” no processo político para rever e completar o processo constitucional e preparar para eleições confiáveis, livres e justas em 2016.

“Primeiro, a necessidade uma reconciliação ampla nacional e local. Segundo, refazer o mapa político da Somália de 18 regiões para um número menor de Estados-membros federais. Terceiro, a finalização de uma nova e permanente constituição. E quarto, eleições democráticas em toda a Somália em 2016, a primeira em quase 50 anos”, disse o funcionário da ONU.

Kay acrescentou que, em cada uma dessas tarefas, a ONU está ativamente e crescentemente engajada no apoio ao governo federal e em colaboração próxima com os Estados-membros.