A UNESCO lança uma sondagem pública em um momento de profunda revolta social relacionada à pandemia da COVID-19. Existem apelos urgentes à reflexão sobre o mundo que surgirá da crise e como será o enfrentamento dos principais desafios em andamento, como mudança climática, violência, desigualdades generalizadas e grandes perturbações tecnológicas.
A pesquisa está aberta a todos e, em breve, estará disponível em pelo menos 20 línguas. A pesquisa receberá contribuições durante três meses e o resultado será divulgado em setembro de 2020. A UNESCO analisará as visões mundiais e regionais sobre os desafios atuais, que ajudarão a organização definir uma agenda global de ação para os próximos dez anos.

Foto: UNESCO
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) lança uma sondagem pública em um momento de profunda revolta social relacionada à pandemia da COVID-19. Existem apelos urgentes à reflexão sobre o mundo que surgirá da crise e como será o enfrentamento dos principais desafios em andamento, como mudança climática, violência, desigualdades generalizadas e grandes perturbações tecnológicas.
A pesquisa está aberta a todos e, em breve, estará disponível em pelo menos 20 línguas. A pesquisa receberá contribuições durante três meses, e o resultado será divulgado em setembro de 2020 como parte de um relatório especial chamado “O mundo em 2030”. A UNESCO analisará as visões mundiais e regionais sobre os desafios atuais, que ajudarão a organização definir uma agenda global de ação para os próximos dez anos.
A diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, afirmou que os próximos dez anos são fundamentais para colocar as peças no lugar para o mundo que virá após a crise da COVID-19 e enfrentar os já graves desafios que havia antes dessa crise começar. “Esta nova pesquisa faz parte do compromisso da UNESCO em liderar uma reflexão mundial sobre essas questões. É essencial compreender os obstáculos que as pessoas estão enfrentando, bem como suas esperanças para superá-los, e eu peço a todos, de todas as regiões, que participem e nos digam o que pensam”.
Em meio a questionamentos de alguns sobre a eficácia e a relevância da ação multilateral no mundo atual, a pesquisa também obterá ideias sobre como a comunidade internacional, incluindo a UNESCO, por meio de seu mandato de construir paz na mente de homens e mulheres, pode atender melhor às preocupações de todas as populações.
Um foco especial foi colocado em garantir um grande número de respostas dos jovens. Por meio da pesquisa, a UNESCO pretende dar a eles a oportunidade de expressar seus pontos de vista e ideias e, assim, contribuir para discussões sobre como deve ser o futuro.
A pesquisa está sendo promovida como parte do setor de Transformação Estratégica (Strategic Transformation), atualmente em atividade na UNESCO. Também se enquadra em esforços mais amplos da Organização para refletir sobre o mundo que está por vir, incluindo o recente lançamento da série UNESCO Forum. Essa série teve início nesta semana, com entrevistas em vídeo com mulheres que são líderes pensadoras, artistas e ativistas, em que elas expuseram suas opiniões sobre os desafios e as oportunidades que o mundo enfrentará após a crise da COVID-19.
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