Subsecretário-geral da ONU acredita que crise na Crimeia ainda pode ser resolvida pacificamente

As tensões na região aumentaram semana passada, quando a Crimeia convocou um referendo para se juntar a Rússia no dia 16 de março.

Mapa da Crimeia. Setor cartográfica da ONU/DFS

Na sexta reunião urgente sobre a crise na Ucrânia, nesta quinta-feira (13), o subsecretário-geral para os Assuntos Políticos da ONU, Jeffrey Feltman, disse aos membros do Conselho de Segurança que ainda é possível trilhar o caminho para um entendimento pacífico na região e que é preciso “aproveitá-lo”. Mas, apesar dos múltiplos esforços diplomáticos, Feltman reconhece que “ainda não fomos capazes de cumprir com nossa obrigação de contribuir para o fim da escalada de tensão, de acordo com o que recomenda a Carta das Nações Unidas”.

A reunião do Conselho foi feita a pedido da Missão Permanente da Ucrânia na ONU “devido à deterioração da situação na República Autônoma da Crimeia, que ameaça a integridade territorial da Ucrânia.”

O subsecretário-geral para os Assuntos Políticos afirmou que “há relatórios de que um hospital militar foi tomado por militares não identificados” na Crimeia e que as autoridades locais fecharam o espaço aéreo para voos comerciais, exceto aqueles provenientes e com destino a Moscou sublinhando, assim, a necessidade de manter os “provocadores” fora da região.

As tensões aumentaram na semana passada, quando legisladores da Crimeia, onde as tropas e veículos blindados russos acabaram de chegar, votaram por se juntar a Rússia e realizar um referendo em 16 de março para validar a decisão. “O referendo complicou ainda mais a situação, já difícil e volátil”, disse Feltman.