O Conselho de Segurança expressou ontem (11/05) profunda preocupação sobre a situação na disputada região de Abyei, no Sudão, e pediu que ambas as partes do pacto de paz cheguem a um acordo sobre a região o mais rápido possível.
O Conselho de Segurança expressou ontem (11/05) profunda preocupação sobre a situação na disputada região de Abyei, no Sudão, e pediu que ambas as partes do pacto de paz cheguem a um acordo sobre a região o mais rápido possível. O sul do Sudão vai se tornar independente em julho, como resultado do referendo ocorrido em janeiro deste ano. Confrontos mortais têm ocorrido em Abyei desde o início do ano, quando um referendo tratando exclusivamente sobre a situação da região deveria ter sido realizado, mas nunca aconteceu devido a divergências entre o norte e o sul quanto a questões de elegibilidade.
Em comunicado de imprensa, o Conselho condenou a instalação de forças armadas, de ambas as partes, em Abyei – uma violação direta do Acordo de Paz Abrangente (CPA) de 2005, que levou a guerra ao fim. O Conselho condenou também a violência contra quatro soldados da Missão das Nações Unidas no Sudão (UNMIS), ocorrida durante uma patrulha de rotina dos capacetes azuis em uma área ao norte da cidade de Abyei.
O Conselho salientou a necessidade de reduzir as tensões, em conformidade com um acordo anterior entre o Presidente Omar al-Bashir e o Primeiro Vice-Presidente Salva Kiir, para resolver a disputa sobre Abyei pacificamente, através da negociação e da assistência do Painel de Implementação de Alto Nível da União Africana (AUHIP).
“Nesse sentido, os membros do Conselho de Segurança saúdam os compromissos assumidos pelo Vice-Presidente Ali Osman Taha e pelo Primeiro Vice-Presidente Salva Kiir com o AUHIP de que nenhuma das partes inclua uma reivindicação incondicional de Abyei em seu projeto de Constituição nacional. Os membros do Conselho de Segurança pedem a ambas as partes que honrem esses compromissos”, diz a declaração, que também parabeniza um acordo feito em 8 de maio entre o sul e o norte para a retirada de suas tropas de Abyei e apela às partes que permitam o livre acesso da UNMIS à população da região.