Sudão: Conselho de Segurança pede “ação urgente” para realização idônea e pacífica de referendo

Conselho de Segurança das Nações Unidas pediu nesta terça-feira (16/11) às partes do pacto de paz de 2005, que pôs fim à longa guerra civil no país, que adotem medidas urgentes para garantir a realização idônea e pacífica do referendo sobre a autodeterminação programado para 9 de janeiro.

Recenseamento para o referendo no sul do Sudão começou nesta segunda-feira (15/11).O Conselho de Segurança das Nações Unidas pediu nesta terça-feira (16/11) às partes do pacto de paz de 2005, que pôs fim à longa guerra civil no país, que adotem medidas urgentes para garantir a realização idônea e pacífica do referendo sobre a autodeterminação programado para 9 de janeiro.

Sudaneses votarão se o sul deveria se separar do resto do país e decidir também sobre o estatuto definitivo de Abyei, uma área rica em petróleo no centro do país, tal como estabelecido no acordo de paz de 2005, conhecido como Comprehensive Peace Agreement (CPA).

Em comunicado presidencial emitido no início do debate de alto nível sobre o Sudão, o Conselho de Segurança instou as partes do acordo a tomar medidas urgentes “para garantir a realização do referendo de modo pacífico, idôneo, oportuno e livre, refletindo a vontade do povo do sul do Sudão e de Abyei, conforme previsto no CPA”.

Os 15 membros do Conselho saudaram o início do recenseamento eleitoral para o referendo no sul do Sudão nesta segunda-feira (15/11), observando a necessidade de um “rápido progresso” no caminho para o referendo de Abyei, nas questões pendentes do CPA e na resolução de questões críticas pós-referendo, tais como segurança, fronteira, cidadania, moeda e recursos naturais.

O Conselho reiterou o seu apelo a todas as partes a cooperarem plenamente com a Missão da ONU no Sudão (UNMIS) para que exerça seu mandato. Isto inclui a garantia de acesso pleno e livre e liberdade de movimento de pessoal e de equipamento da UNMIS, para a entrega de materiais dos referendos.

Dirigindo-se à reunião, o Secretário-Geral Ban Ki-moon disse que este é um “momento crítico e importante” para o povo do Sudão e para a sub-região do sul, cuja população se prepara para exercer o direito de voto sobre o seu futuro. “Para garantir que o referendo seja realizado de forma ordenada e que o povo sudanês aceite pacificamente o resultado, é essencial que o processo seja transparente e idôneo, e que reflita as aspirações da população”, afirmou Ban.