Sudão do Sul: 33 milhões de dólares são disponibilizados para ajudar refugiados

Fundo Humanitário Comunitário local ajuda a fornecer água potável, saneamento, educação, saúde e proteção a todas as pessoas afetadas pelo conflito. Atualmente, mais de 4 milhões de pessoas são afetadas pela insegurança alimentar no país.

Uma mulher em Dorein, no Sudão do Sul, senta-se ao lado dos alimentos que ela acaba de receber da ONU para a sua família. Foto: PMA/George Fominyen

Uma mulher em Dorein, no Sudão do Sul, senta-se ao lado dos alimentos que ela acaba de receber da ONU para a sua família. Foto: PMA/George Fominyen

O Fundo Humanitário Comunitário do Sudão do Sul disponibilizou 33 milhões de dólares para ajudar as pessoas mais vulneráveis e as comunidades que abrigam os refugiados da crise no Sudão do Sul.

No final de 2013 as pessoas deslocadas pela violência, repatriados, refugiados e comunidades de acolhimento vulneráveis utilizarão o fundo para que possam ter água potável, saneamento, educação, saúde, remoção de minas e proteção. Os recursos também pagarão a logística para as telecomunicações de emergência em locais de difícil acesso.

“O dinheiro ajudará as pessoas que foram mais afetadas pela violência, doenças e deslocamento – cerca de 70 mil pessoas desde o início do ano – no Sudão do Sul. Nosso objetivo é certificar que a ajuda chegue a quem mais precisa, o mais rápido possível”, disse o coordenador humanitário da ONU no Sudão do Sul, Toby Lanzer.

Porém, de acordo Lanzer, as organizações que distribuem alimentos dependem de outras fontes de financiamento para atender às necessidades dos mais vulneráveis à insegurança alimentar, visto que para a assistência alimentar ser atendida no país seria necessário utilizar todos os recursos do fundo.

Segundo a ONU, mais de 4 milhões de pessoas são afetadas pela insegurança alimentar no Sudão do Sul.

“Em todo o Sudão do Sul, o Programa Mundial de Alimentos da ONU ajuda cerca de 1,7 milhão de pessoas, mas precisa de um adicional de 84 milhões de dólares para conseguir atingir a meta de ajudar as 2,85 milhões de pessoas este ano”, concluiu Lanzer.