Faltam 485 milhões de dólares para que o apelo lançado em 2012 seja alcançado. Insegurança no estado de Jonglei e período de escassez preocupam.

Trabalhadores humanitários coordenam uma reunião no estado de Jonglei, no Sudão do Sul. Foto: OCHA
Agências de ajuda humanitária no Sudão do Sul precisam de 485 milhões de dólares até o final deste ano para ajudar 3 milhões de pessoas a sobreviver e reconstruir suas vidas, disse o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) nesta quinta-feira (20).
“As necessidades de muitas comunidades vulneráveis no Sudão do Sul se estabilizaram nos primeiros meses de 2013 graças a uma colheita maior e um número menor de refugiados que o esperado, existem áreas onde vemos uma diminuição [da necessidade de assistência]”, disse o coordenador humanitário da ONU no Sudão do Sul, Toby Lanzer.
Porém, Lanzer alerta que as hostilidades têm deslocado milhares de pessoas no estado de Jonglei, e que o período de escassez já começou e 2,2 milhões de pessoas precisam de alimentos e assistência humanitária para sobreviver.
Desenvolvido pelo governo e 114 parceiros humanitários, incluindo as agências da ONU e organizações não governamentais, o apelo consolidado para o Sudão do Sul buscou 1,16 bilhão de dólares de doadores para atender às necessidades humanitárias urgentes no país quando foi lançado, em novembro passado.
Esse número foi posteriormente reduzido para 1,05 bilhão de dólares. O OCHA observou que os doadores contribuíram 567 milhões de dólares até meados de junho, deixando um déficit de 485 milhões.
As agências foram capazes de oferecer apoio alimentar e de subsistência para 821 mil pessoas e consultas de saúde para 772 mil pessoas, até agora.