Jovens de duas comunidades entraram em conflito na noite da quarta (17), resultando em cinco mortes entre os deslocados internos, além de 30 pessoas feridas, de acordo com relatórios preliminares. A violência continuou pela manhã desta quinta (18). Polícia da força de paz da ONU interveio para dispersar tumultos. Atualmente, a ONU protege quase 200 mil pessoas no país.

Civis fogem da violência que eclodiu em local de proteção em Malakal, Sudão do Sul. Foto: UNMISS / Nyang Touch
A Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (UNMISS) condenou veementemente a violência que eclodiu na noite desta quarta-feira (17) entre jovens shilluk e dinka, em um local de proteção de civis em Malakal, na região nordeste do país.
Em um comunicado de imprensa na manhã da quinta (18), a UNMISS disse que a violência envolvendo o uso de armas de pequeno porte e outros artefatos eclodiu no final da noite do dia 17 de fevereiro entre os jovens de ambas as comunidades, resultando em cinco mortes entre os deslocados internos e cerca de 30 pessoas feridas, de acordo com relatórios preliminares. A violência também continuou pela manhã desta quinta.
“A Missão apela a todas as comunidades que se abstenham de violência, restaurem a calma e resolvam as diferenças através do diálogo”, disse a UNMISS.
A Missão disse que a polícia da UNMISS encarregada de manter a ordem dentro dos locais de proteção imediatamente interveio com gás lacrimogêneo para dispersar a multidão. Vítimas foram levados para uma clínica internacional não governamental, localizada no próprio local.
As tropas da ONU aumentaram o perímetro de patrulhamento para garantir a segurança nas imediações do local, disse a UNMISS. A Missão também está dialogando com as autoridades locais em Malakal de acalmar a situação.
Destacando que tal ataque contra civis e instalações da ONU pode constituir um crime de guerra, a UNMISS também lembrou a todas as partes envolvidas, incluindo as forças de segurança, sobre o “carácter civil do complexo, e a inviolabilidade de bens e dos funcionários da ONU, bem como a dos civis protegidos dentro do complexo da ONU”.
A UNMISS protege atualmente quase 48 mil civis em Malakal, enquanto que 198 mil civis estão protegidos em seis bases da UNMISS em todo o Sudão do Sul, no total.