Agências das Nações Unidas e parceiros conseguem primeiro acesso do ano a área remota no leste do país. Milhares de pessoas estavam presas num pântano.

Mães e filhos deslocados por conflitos étnicos na região de Pibor, em Jonglei, Sudão do Sul. Foto: UN News
As Nações Unidas e seus parceiros humanitários no Sudão do Sul conseguiram acesso pela primeira vez este ano às áreas no condado de Pibor, no estado de Jonglei, leste do país, onde milhares de pessoas estavam presas num pântano, afirmou o coordenador humanitário da ONU no país, Toby Lanzer.
“As organizações não governamentais e Agências da ONU visitaram comunidades próximas a Dorain, Fertait e Labrab para avaliar suas necessidades e planejar uma resposta humanitária”, acrescentou Lanzer. A resposta inclui cuidados médicos urgentes, alimentos e cobertores.
Os combates entre as forças governamentais e grupos armados em Jonglei têm deslocado milhares de civis desde janeiro. A ONU e seus parceiros tiveram acesso a mais de 1,5 milhão de pessoas na área, mas não conseguiram chegar a algumas das aldeias de onde as pessoas fugiram e foram se esconder no matagal.
O acesso alcançado neste fim de semana (13 e 14) é um “avanço significativo”, segundo Lanzer, principalmente porque a temporada de chuvas já começou e deve permanecer até dezembro, o que aumenta as dificuldades enfrentadas pelas famílias sul-sudanesas.
No comunicado, Lanzer pediu que o governo do Sudão do Sul e líderes locais e nacionais interrompam o ciclo de violência que está causando o sofrimento dos civis no país.