Sudão do Sul: ONU espera reforço de missão de paz em até 48 horas

Enviada especial do secretário-geral conversou com jornalistas e alertou que mais de 50 mil civis já procuraram refúgio na ONU. Conselho de Segurança praticamente dobrou missão de paz.

Representante especial da ONU no Sudão do Sul, Hilde Johnson (nos monitores) em videoconferência de imprensa direto de Juba, capital do país. Foto: ONU/Paulo Filgueiras

Representante especial da ONU no Sudão do Sul, Hilde Johnson (nos monitores) em videoconferência de imprensa direto de Juba, capital do país. Foto: ONU/Paulo Filgueiras

As Nações Unidas esperam ter reforços de paz no Sudão do Sul dentro das próximas 48 horas, incluindo tropas e recursos essenciais – como helicópteros – com o objetivo de proteger os civis em um conflito que já tirou a vida de pelo menos mil pessoas, disse nesta quinta-feira (26) a mais alta funcionária da organização no país.

A ONU está tentando colocar um “fim a este pesadelo e dar uma chance à paz”, disse Hilde Johnson, representante especial do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em uma videoconferência de imprensa direto de Juba, capital do Sudão do Sul, observando que mais de 50 mil civis já procuraram refúgio em bases da ONU.

Na terça-feira (24), o Conselho de Segurança da ONU autorizou quase dobrar a missão da organização no país (UNMISS), que terá cerca de 14 mil pessoas, por meio da transferência de unidades, se necessário, de outras forças da ONU na República Democrática do Congo (RDC), Darfur, Abyei, Costa do Marfim e Libéria.

As tensões no Sudão do Sul, país mais jovem do mundo, conquistou sua independência em 2011, depois da secessão do Sudão. O conflito atual teve início no dia 15 de dezembro, quando o governo do presidente Salva Kiir alegou que soldados leais ao ex-vice-presidente Riek Machar, demitido em julho, teria realizado uma tentativa de golpe de Estado.

Saiba tudo sobre a crise no especial da ONU Brasil, em www.onu.org.br/especial/sudao-do-sul